martes, 27 de marzo de 2012

CULTURA GUARANI EN LA UNIVERSIDAD DE SÂO PAULO



ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
Maitei horyvéva opavavépe
David Galeano Olivera

A PRESERVAÇÃO DA CULTURA GUARANI: UM ESTUDO DE CASO ENTRE PARAGUAI E O PROJETO CECI
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Publicado por GACTEP (http://www.gactep.com.ar/), el 7 de enero de 2012

Universidade de São Paulo
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Resolução de Problemas

Discentes:
Angélica Martins Espinosa – N.º USP: 5871912
Carolina Pereira da Cunha – N.º USP: 5878259
Kassia Beatriz Bobadilla – N.º USP: 5872281
Verônica Bertolucci Stocovick – N.º USP: 5878109
Vinícius Bernardo Brumati – N.º USP: 5875704

Docente:
Prof. Dr. José de Jésus Pérez-Alcázar

1. RESUMO
Nosso trabalho compreende em sua estrutura a preservação dos costumes e tradições guaranis destacando a manutenção do idioma na área educacional em meio ao fenômeno da globalização, acreditando na existência de formas mais eficazes para promover a conservação das raízes. Mostrando também que alfabetizando o povo indígena, há um decréscimo no índice de analfabetismo, uma melhora no desempenho escolar e o fator mais importante: trazemos os valores restritos presentes apenas na língua guarani para a nossa língua, para a nossa realidade. O que torna a relação índio e não-índio muito mais fácil. Pois em meio a conjuntura mundial atual, essa relação é necessária para que a cultura primeira do guarani não se perca no tempo.
Através da observação de projetos que implementam a cultura à educação, podemos perceber que a alfabetização do povo indígena é uma forma capacitada de promover a educação e também fortalecer a cultura. Realizando um estudo de caso entre realidades diferentes, porém com a temática Guarani como foco central, observa-se com base em indicadores sócio-econômicos que um ensino bilíngüe, pode ser uma saída para driblar o analfabetismo.
Com base em uma avaliação entre dois projetos existentes: CECI e ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI, que pertecem respectivamente ao Brasil e Paraguai, foi observada a possibilidade de implementar a experiência, com êxito, do Paraguai no sistema brasileiro de educação indígena, mais especificamente no CECI. Nos aspectos de promover um ensino bilingue que será útil para a valorização cultural e assim expandí-la no mundo globalizado.
Não deixaram de ser abordados os problemas da conjuntura que o Guarani encontra para sobreviver no Brasil, como a delimitação de fronteiras indígenas, as condições financeiras que são fornecidas ao projeto de educação indígena. Outro fator bastante importante para a preservação do Guarani é o fim dos preconceitos com as tradições indígenas, que muitas vezes são consideradas “selvagens” para os não-índios, pois na realização das pesquisas todos que defendem a temática guarani, apresentaram como principal obstáculo a difusão e valorização dessa cultura, considerada nativa do Mercosul, pela própria sociedade.
Como conclusão de nossas observações, tomamos estas palavras do ancião Wabuá Xavante como nossas: "Ninguém respeita aquilo que não conhece. Precisamos mostrar quem somos, a força, a beleza, a riqueza da nossa cultura. Só assim vão entender e admirar o que temos." O Brasil pode não chegar a promover uma reforma educativa na mesma amplitude da reforma promovida pelo Paraguai, mas pode estender uma mudança de ensino na educação indígena. Portanto, por que alfabetizar os indígenas? Por necessidade, para defender e para difundir! Aquilo que todos sabem que existe, mas que muitas vezes menosprezam em ver.

2. ÍNDICE
1. Resumo 02
2. Índice 04
3. Introdução 05
3.1 Justificativa 06
3.2 Objetivo 06
3.3 Metodologia 07
4. Capítulos 09
4.1 Indicadores 09
4.1.1 Estudantes Guaranis na Região Sudeste 09
4.1.2 Alfabetização Indígena no Brasil 09
4.1.3 Alfabetização no Brasil 10
4.1.4 Alfabetização no Paraguai 11
4.2 Referências Constitucionais 11
4.3 Projeto CECI 14
4.4 O Paraguai e a Reforma Educativa 17
4.5 O ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI 18
4.6 Educação Indígena 20
5 Conclusão 21
6 Referências Bibliográficas 23
7 Anexos 25
7.1 Entrevista com David Galeano Olivera 25
7.2 El Bilingüismo En La Educación 28
7.3 El Guarani, hoy 30

3. INTRODUÇÃO
Durante muito tempo os índios foram considerados como se fossem todos iguais. Hoje sabemos que os indígenas brasileiros não formam um grupo homogêneo. Assim como a língua, também os costumes, as crenças, as formas de organização familiar e social, as técnicas artesanais, a cultura, enfim, variam muito de um grupo para outro.
Como povo possuidor de cultura milenar, os Guaranis fundamentam sua caracterização nas mais antigas tradições. Visto que sofrem com o massacre de sua cultura, os índios têm grande dificuldade de manter suas tradições, devido a influência do entorno. Além de se encontrarem fora da globalização econômica, os índios enfrentam condições precárias de moradia, alimentação e saúde, ou seja, condições necessárias a sua sobrevivência e enfrentado, portanto, a dificuldade de preservação de seu espaço e de suas fronteiras.
O Guarani fixado em 2 de agosto de 1995 como idioma histórico do Mercosul, debe ter suas raízes preservadas e, em meio ao fenômeno da globalização, chega a sofrer fortes influências externas, o que coloca em risco a natividade indígena.
No início, nosso trabalho compreendeu um conhecimento do grupo sobre a temática Guarani, pode-se dizer que foi um auto-conhecimento bastante enriquecedor, pois as origens das raízes brasileiras remete-se a herança indígena. E por que não dizer que o Guarani é uma das principais origens?
Anteriormente, no nosso projeto, possuíamos uma idéia um tanto quanto utópica, uma vez que esperávamos implementar a temática Guarani no sistema educacional brasileiro. A partir de então, após aprofundamento de nossas pesquisas verificamos uma abstração nas nossas antigas idéias, que foram redirecionadas para a implementação da temática indígena para o sistema educacional indígena.
Baseando-se em países marcados pela presença Guarani em sua história e cultura, como Brasil e Paraguai, que diferem na valorização dessa cultura; no Paraguai a presença da tradição Guarani e sua língua está fortemente empregada no setor educacional, seja por parte do interesse da população ou não. Já no Brasil essa cultura é pouco valorizada e para sobreviver depende de muito esforço por parte dos descendentes Guaranis.
A partir dessa comparação nos motivamos a realizar um estudo de caso entre o projeto CECI (Centro de Educação e Cultura Indígena), no Brasil, e o projeto ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI, no Paraguai, que compreendem na implementação da cultura nativa Guarani nas instituições educacionais, cada qual a sua maneira.
Assim, com experiências como as existentes no Paraguai, espera-se que haja uma conservação da língua e cultura Guarani, ou até apenas a preservação de alguns costumes, introduzindo essa valorização nas escolas e instituições de ensino indígena.

3.1 JUSTIFICATIVA
Apoiando-se na observação dos projetos que pregam a proteção da cultura, devese realizar uma análise da dificuldade que pequenas comunidades locais indígenas enfrentam para a preservação de costumes.
É bastante enriquecedor observar o modo pelo qual estes projetos utilizam-se para assimilar e “jogar fora” o que não lhes interessa da globalização e assim continuarem fixos na idéia da valorização de suas culturas que atingem mínimas parcelas da população, se comparada às culturas de massa vindas de países europeus e dos EUA.
Sendo importante que o setor educacional indígena proporcione em suas atividades e grades curriculares a difusão da cultura, do costume e da língua do povo nativo Guarani como forma de defesa às influências externas.

3.2 OBJETIVO
Historicamente, as relações dos povos indígenas da América Latina com as sociedades envolventes em geral têm provocado a degradação social das comunidades e a degradação dos recursos naturais das reservas indígenas.
Por isso, tais povos vivem com bravura estes novos tempos de muitos desafíos onde precisam se adaptar à nova realidade, ao mesmo tempo, que precisam preservar a tradição para se manter fortalecido como povo indígena.
A partir de tais fatos, nos motivamos a ter como objetivo desenvolver, no ámbito escolar indígena, ações que promovam a preservação de suas culturas, seus usos e costumes, visando fortalecer o conhecimento tradicional. Pretendemos, portanto, que a comunidade do projeto CECI receba, além do acesso ao conhecimento básico educacional, a metodologia aplicada no sistema educacional paraguaio de difusão do ensino Guarani, e receber assistência social para tornar suas tradições e hábitos fortalecidos.
Ou seja, observar a educação nesse estudo de caso e tudo que está englobado, comunidade, faixa etária, indicadores sócio-econômicos e metodologia de ensino para verificar se há possibilidade de que, o que houve no Paraguai, possa ser implementado na educação indígena, mais especificamente no CECI. Assim, o programa envolveria um sistema de alfabetização indígena com um ensino diferenciado bilíngüe.

3.3 METODOLOGIA
- Pesquisa de campo no projeto CECI e na aldeia indígena localizada no Jaraguá com
questionário de perguntas sobre o empreendimento do projeto e seu funcionamento;
- Conhecimento da cultura e língua guarani através de filmografias brasileiras e algumas estrangeiras;
- Observação (sem qualquer intervenção) nos hábitos da aldeia, para a verificação de como seria a vivência dos índios nessa aldeia;
- Pesquisas e leituras bibliográficas que abordam a cultura guarani e o massacre das culturas locais em conseqüência da globalização;
- Entrevista com David Galeano Olivera, diretor geral do ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI, com o intuito de discutir sobre a necessidade ou até a importância do guarani no Sistema Educacional no Paraguai e possivelmente no Brasil, além dos países presentes no Mercosul;
- Estudo da avaliação de indicadores sócio-econômicos já existentes, que relacionam dados anteriores a implementação do guarani no ensino, e dados posteriores a implementação;
- Comparação de ações paraguaias e brasileiras em relação à cultura nativa.

4. CAPÍTULOS
4.1 INDICADORES
4.1.1 ESTUDANTES GUARANIS NA REGIÃO SUDESTE
Região Estados Número de estudantes
Porcentagem
Brasil
Espírito Santo 587 0,36%
Minas Gerais 3.003 1,83%
Rio de Janeiro 209 0,13%
São Paulo 974 0,59%
Sudeste
Total Sudeste 4.773 2,91%
(fonte: IBGE)
Neste tabela pode-se observar a distribuição de estudantes Guaranis pela Região Sudeste, onde fica claramente evidenciado uma grande maioria no estado de Minas Gerais, porém o estado de São Paulo vem logo em seguida com cerca mil estudantes indígenas. A Região Sudeste apresenta a menor concentração de estudantes indígenas de todo o país, mas esse fato se explica devido a população indígena predominar em regiões como Norte e Nordeste, que portanto, apresentam as maiores populações estudantis indígenas, cerca de 75% do total do país.

4.1.2 ALFABETIZAÇÃO INDÍGENA DO BRASIL
Modalidades / níveis de ensino Número de estudantes
Educação Infantil 18.583
Séries iniciais do Ensino Fundamental 104.573
Quatro últimas séries do Ensino Fundamental 24.251
Ensino Médio 4.749
Educação de Jovens e Adultos 11.862
Total 164.018
(fonte: IBGE)
Dados pesquisados demonstraram que a educação indígena no Brasil responde
por cerca de 2.300 escolas, 164 mil alunos e 3.059 professores indígenas, além de outros 939 professores não-índios.
Através da tabela pode-se verificar um relevante fator que indica que a grande
maioria de estudantes indígenas pertencem às séries iniciais do Ensino Fundamental.
Conseqüentemente, é aceitável dizer que a criação da educação baseada na linguagem indígena incentivou a comunidade a participar ativamente das modalidades de ensino, principalmente da fase inicial do Ensino Fundamental.

4.1.3 ALFABETIZAÇÃO NO BRASIL
Taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil ( % )
1970 66,4
1980 74,5
1991 79,9
2000 86,4
(fonte: IBGE)
Observa-se que em 30 anos houve um crescimento de cerca de 20% no nível de
pessoas acima de 15 anos alfabetizadas no Brasil.
Taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil ( % )
Censo de 1991 Censo de 2000
População Indígena 49,2 73,9
População Total 79,9 86,4
(fonte: IBGE)

Em apenas 10 anos a população indígena atingiu um alto nível de crescimento de alfabetização em relação à população total brasileira. Esse fato pode ser explicado devido a criação das escolas para a população indígena.

4.1.4 ALFABETIZAÇÃO NO PARAGUAI
Taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais de idade por sexo, separados por grupos de idades, no Paraguai ( % )
Grupos por Idade Total Homens Mulheres
Total 93,8 95,2 92,4
15-24 97,3 97,3 97,4
25-34 97,3 97,5 97,0
35-44 94,0 95,9 92,2
45-54 92,1 93,4 90,8
55-64 88,7 92,6 85,4
65 e + 79,6 85,1 75,0
(fonte: BBC)
No Paraguai, o índice de pessoas alfabetizadas com mais de 15 anos de idade é muito superior ao índice brasileiro. Pode-se analisar que a implementação do sistema de ensino bilíngüe incentivou relativamente o crescimento da alfabetização no país.
Verifica-se que, atualmente 40% dos paraguaios já falam Guarani e espanhol, 50% só falam Guarani e apenas 10% falam apenas o espanhol, portanto, em breve toda a população poderá utilizar e compreender os dois idiomas.

4.2 REFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS
A promulgação da Constituição de 1988 ensejou um processo de normatização do
direito dos índios a uma educação diferenciada. Os dispositivos legais, já em vigor ou em discussão no parlamento, apontam para uma verdadeira revolução no reconhecimento do direito dos índios à uma educação específica voltada à valorização do conhecimento indígena e preocupada em garantir meios e instrumentos para um convívio mais equilibrado com a sociedade brasileira.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, trata, pela primeira
vez, desse direito. Em dois artigos, preconiza como dever do Estado o oferecimento de
uma educação escolar bilíngüe e intercultural, que fortaleça as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade indígena, e proporcione a oportunidade de recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades, dando-lhes, também, acesso aos conhecimentos técnico-científicos da sociedade nacional. Para que isto possa ocorrer, a LDBEN determina a articulação dos sistemas de ensino para a elaboração de programas integrados de ensino e pesquisa, que contem com a participação das comunidades indígenas em sua formulação e que tenham como objetivo desenvolver currículos específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades. A LDBEN ainda prevê a formação de pessoal especializado para atuar nessa área e a elaboração e publicação de materiais didáticos específicos e diferenciados.
Instado a interpretar a LDBEN, o Conselho Nacional de Educação lançou uma
resolução (n. 3/99) que fixa diretrizes para o funcionamento das escolas indígenas.
Importantes definições foram aí inscritas e regulamentadas, das quais três merecem ser destacadas: (a) a criação da categoria escola indígena, reconhecendo-lhe "a condição de escolas com normas e ordenamento jurídico próprios"; (b) garantia de uma formação específica para os professores indígenas, podendo esta ocorrer em serviço e, quando for o caso, concomitantemente com a sua própria escolarização; e (c) definição precisa das esferas de competência, em regime de colaboração, entre União, Estados e Municípios. À primeira cabe legislar, definir diretrizes e políticas nacionais, apoiar técnica e financeiramente os sistemas de ensino para o provimento de programas de educação intercultural e de formação de professores indígenas, além de criar programas específicos de auxílio ao desenvolvimento da educação. Aos Estados caberá a responsabilidade "pela oferta e execução da educação escolar indígena, diretamente ou por regime de colaboração com seus municípios", integrando as escolas indígenas como "unidades próprias, autônomas e específicas no sistema estadual" e provendo-as com recursos humanos, materiais e financeiros, além de instituir e regulamentar o magistério indígena.
Outras duas leis estão em discussão no parlamento e também tratam do direito dos índios à uma educação diferenciada: o Plano Nacional de Educação e a revisão do Estatuto do Índio.
No Plano Nacional de Educação há todo um capítulo sobre a educação escolar indígena, com metas a curto e longo prazo, onde se estabelece a universalização da oferta de programas educacionais aos povos indígenas para todas as séries do ensino fundamental, assegurando autonomia para essas escolas, tanto no que se refere ao projeto pedagógico quanto ao uso dos recursos financeiros, e garantindo a participação das comunidades indígenas nas decisões relativas ao funcionamento dessas escolas. O PNE prevê, ainda, a criação de programas específicos para atender às escolas indígenas, bem como a criação de linhas de financiamento para a implementação dos programas de educação em áreas indígenas. Atribuindo aos sistemas estaduais de ensino a responsabilidade legal pela educação indígena, o PNE assume como uma das metas a ser atingida nessa esfera de atuação a profissionalização e o reconhecimento público do magistério indígena, com a criação da categoria de professores indígenas como carreira específica do magistério e com a implementação de programas contínuos de formação sistemática do professorado indígena.
Também em tramitação no Congresso Nacional está uma proposta de lei de revisão do Estatuto do Índio (lei 6.001 de 1973) que se tornou defasado frente às inovações do texto constitucional atualmente em vigor. No último substitutivo do projeto, de autoria do dep. Luciano Pizzatto, o capítulo da educação indígena virou uma colcha de retalhos, congregando propostas díspares e antagônicas. O Governo Federal apresentou um novo texto que acredita-se que seja incorporado pelo relator. Nele prevê-se que os "índios tenham acesso aos conhecimentos valorizados e socializados no contexto nacional, de modo a assegurar-lhes a defesa de seus interesses e a participação na vida nacional em igualdade de condições, enquanto grupos etnicamente diferenciados" e garantindo "respeito aos processos educativos e de transmissão de conhecimento das comunidades indígenas". O processo de implantação de escolas deverá, pela proposta do Executivo, garantir autonomia tanto para o projeto pedagógico quanto à gestão administrativa, num contexto plural de idéias e concepções pedagógicas.
Ficam assegurados "currículos, programas e processo de avaliação de aprendizagem e materiais pedagógicos e calendários escolares diferenciados e adequados às diversas comunidades indígenas", bem como o direito destas de participar dos processos de recrutamento e seleção de seus professores, dando prioridade aos próprios índios. Para tanto, a proposta de reformulação do Estatuto do Índio também prevê "programas de formação de recursos humanos especializados, possibilitando a condução pedagógica da educação escolar pelas próprias comunidades indígenas".
Mesmo sendo positivas as alterações e novas formulações da legislação, debemos reconhecer a morosidade com que tais conquistas se efetivaram. Já se vão quase 20 anos desde a promulgação da Constituição para que um princípio ali inscrito, fosse detalhado e regulamentado pela legislação subseqüente. Quantos anos mais serão necessários para tais avanços produzam efeitos práticos? O desafio parece ser o de como tornar realidade os avanços inscritos no plano jurídico, de modo a que a escola em áreas indígenas, historicamente utilizada como meio de dominação, seja um instrumento de autodeterminação, que respeite as tradições e modos de ser indígenas e esteja a serviço dos diferentes projetos de futuro desses povos. Em suma, que lhes abra novas perspectivas, a seu favor e não contra!
Vencer obstáculos e resistências para que as escolas indígenas sejam um instrumento de autonomia, política e cultural, e não mais um instrumento de submissão histórica, é o grande desafio do momento. Um desafio para os próprios índios em descobrir e construir um sentido para a escola, um desafio para os pesquisadores, indigenistas e aliados do movimento indígena, e um desafio para os legisladores e para os agentes governamentais.
Nesse cenário, a falta de vontade política é o que mais fica evidente. Onde ela existe, passos certeiros ou não estão sendo dados. Onde ela não existe, é preciso criar condições para que as coisas aconteçam. Os índios estão tendo papel importante nesse processo, qualificando suas reivindicações, exigindo o cumprimento da legislação. O Ministério Público tem aqui um vasto campo de atuação, em defesa dos interesses indígenas, diante da apatia de muitos governos estaduais. Se não se vislumbra uma nova mudança no gerenciamento da educação indígena, então é preciso criar os mecanismos necessários para que o atual funcione. No ritmo atual, muitos anos ainda serão necessários para que os índios possam efetivamente assumir os destinos de suas escolas (Luís Donisete Benzi Grupioni, outubro/ 2000).

4.3 PROJETO CECI
O projeto CECI compreende uma iniciativa de membros da aldeia guarani M'Bya que foram até a prefeitura pedir pelo projeto e toda sua estruturação conseguiram a verba para construção e atendem a aldeia presente no Jaraguá. É na verdade um patrimônio da Secretaria Municipal de Educação.
Como os integrantes não tem ainda escolaridade suficiente para prestarem concurso e se efetivarem, estabelece-se um convenio com uma ONG para a qual, a prefeitura repassa verba para fazer os devidos acertos trabalhistas. Os serviços de limpeza, segurança e merenda são terceirizados e seguem a mesma norma. Todos os trabalhadores do CECI são moradores da comunidade indígena, indicados pelas lideranças. A aldeia recebe o tempo todo a visita de parceiros interessados em desenvolver projetos. Via de regra são das universidades, como USP, UNICAMP, PUC e outras, alem de programas de governo estadual ou federal como é o caso do Ponto de Cultura. A Fundação Salvador Arena também auxilia com o subsidio dos recursos de alimentação na cozinha comunitária, cobertores e outras necessidades. A SABESP também é bastante parceira da aldeia a qual doa roupas, alimentos etc. Até a Escola de Formação de Soldados que se situa no Jaraguá contribui com a aldeia sempre que podem, como também, o IDETI, Institutos das Tradições Indígenas, que acompanha o CECI há dois anos e acaba de ser homologado e prorrogado para mais três anos, trazendo mais segurança.
A sede do CECI contrasta com o resto da aldeia que participa do projeto. Enquanto as casas são pequenas construções de compensados e restos de madeira, e fazem a aldeia se confundir com uma pequena favela, o Centro parece uma grande oca. Decorado com padrões característicos da cultura indígena, o prédio mistura paredes de cimento com troncos de madeira, e traz um grande teto de sapê.
As atividades são voltadas para o resgate das vivências tradicionais. É uma forma de jovens e crianças conhecerem plantas tradicionalmente usadas, festas, rituais, e participarem da confecção de artesanato.
Segundo Jovelino Guarani, monitor do CECI, a média no Jaraguá é de três a cinco crianças por família e para atuação do projeto participam crianças de 0 a 6 anos de idade.
As acima de 7 anos de idade passam a frequentar uma escola próxima, Escola Estadual Djekupe, que possui um estrutura precária, com educação no ensino fundamental de 1ª à 6ª séries.
As crianças estão por toda parte. Andam descalças pela aldeia, ora no CECI, ora na casa de reza. Todas falam guarani, brincam em guarani e cantam em guarani. Na hora do almoço, enchem todas as mesas do Centro. Elas são a maior preocupação dos líderes do Jaraguá.
Por isso utilizam um método de ensino, em que a educação não é restrita a quatro
paredes, mas entendida de forma ampla, fazendo com que a teoria possa ser vivenciada, construída e transformada. Na sociedade Guarani o conhecimento é socializado na aldeia, sendo sua aplicação desenvolvida na prática, no dia-a-dia para fortalecimento e valorização da comunidade, moradora da aldeia que participa do CECI.
A tribo é acostumada à gestão de seus recursos e sua sobrevivência, sendo importante que sejam os próprios Guarani definidores do processo educacional e os sujeitos de sua educação, seja na transmissão de conhecimento dos mais velhos aos mais jovens por meio das oficinas formadoras, seja produzindo seu próprio material de ensino.
No que diz respeito as políticas públicas, não há mudança de governo que prejudique o funcionamento das atividades que ocorrem no projeto CECI, o que pode ocorrer, eventualmente, é apenas algum descompasso administrativo, porém, existe ainda o impasse em relação a demarcação da terra.
Portanto, o projeto tem como objetivos:
• Reafirmar e fortalecer a identidade étnica presente no modo de ser e de vida Guarani,
principalmente na educação das crianças;
• Estimular e valorizar o uso da língua materna - Guarani e suas formas próprias de construção do conhecimento;
- Fortalecer as formas de transmissão da cultura oral;
• Valorizar brincadeiras, jogos, cantos e danças infantis tradicionais;
• Valorizar o saber e conhecimento dos mais velhos;
• Recuperar, divulgar e preservar suas histórias, conhecimentos e tradições orais,
• Constituir um espaço para diálogos, conversas sobre as atividades tradicionais (roças, pesca, construção de casa, culinária, artesanato e mata;
• Fortalecer a Educação Tradicional Guarani;
• Despertar o conhecimento sobre outros povos indígenas;
• Divulgar, informar sobre a realidade e cultura Guarani para os não indígenas;
• Garantia dos direitos, com relação à educação escolar diferenciada, no que se refere:
• Aulas ministradas em Guarani, língua materna, como forma de preservação da realidade sociolingüística do povo Guarani;
• Educadores indígenas da própria comunidade;
. Organização do calendário escolar próprio, atendendo aos ciclos da natureza
de acordo com as comunidades indígenas;
• Currículo e programas específicos dos povos indígenas, com inclusão de atividades que reforcem a cultura da própria comunidade;
• Processos próprios de aprendizagem, desenvolvidos a partir dos interesses indígenas,
seus hábitos, crenças, etc.

4.4 O PARAGUAI E A REFORMA EDUCATIVA
O Paraguai passou por uma reforma em seu sistema educacional no ano de 1994. A reforma educativa ocorrida visava acima de tudo a qualidade e a pertinência da educação que se encontrava bastante degradada, seja pela parte da má formação dos docentes, ou pelo alto nível de desistência dos alunos. Na Constituição Nacional Paraguaia e na Lei Geral de Educação, foi consolidada a implementação dessa reforma que possuía diferentemente de qualquer outra nação do Mercosul o seguinte ponto: uma educação bilíngüe em que umas das línguas era a língua histórica da América Latina, o Guarani.
Tomando como ponto de referência esta forma de ensino, que, sobretudo trouxe a valorização e a preservação da temática e da cultura guarani em meio a sociedade paraguaia, aprofundamos nossos estudos para verificar o quanto incluso encontra-se o Guarani na sociedade paraguaia.
De acordo com os dados cedidos pela maior instituição de ensino guarani existente no Paraguai, o ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI, verifica-se que incluir o Guarani no sistema educacional era mais do que uma proposta. Era uma necessidade! De acordo com o DGEEC, centro de estatísticas do Paraguai, quase metade da população fala apenas guarani. Já mais de metade da população, fala tanto castelhano quanto o guarani.
Apesar de encontrar-se tão presente na população, a língua ainda sofria certo preconceito, antes de ser incluída no sistema bilíngüe, por ser considerada selvagem e bárbara. Pode-se considerar que o idioma guarani era visto desta forma, pois a maior parte dos que falavam guarani era os “interioranos”, descendentes dos guaranis que viviam nesta região afastada da capital Assunção. Portanto realizar um ensino bilíngüe é atender a realidade social que sempre foi apresentada no Paraguai.
A difusão do Guarani na década de 90 entre a sociedade paraguaia foi bastante eficaz. O número de desistências e de alunos repetentes teve uma grande queda, os alunos mostravam muito mais interesse em freqüentar a escola. Os docentes e estudiosos que defendem a preservação Guarani, justificam que é um direito dos jovens e das crianças aprenderem a sua língua materna. Ensinar o guarani nas escolas não é apenas uma forma de matéria didática, é uma forma de fortalecer as bases sócioeconômicas e culturais do país visando a uma valorização nacional paraguaia e também um fortalecimento político interno.
Após a consolidação do Guarani como língua oficial do Paraguai ao lado do Castelhano, houve uma brusca mudança nos padrões tradicionais de produções literárias, na forma com a qual políticos passaram a olhar a parcela guarani da população e muitos que eram reprimidos por falar o guarani, passaram a ter liberdade de expressar-se. A garantia dessa educação bilíngüe tem fundos destinados dos gastos gerais da nação, exatamente para o Ministério da Educação manter e dar continuidade a esse processo de parceria entre castelhano e guarani. Uma parceria que apesar de ter pouco mais de uma década de vivência, já colhe bons frutos, como apresentado nos indicadores e na realidade educacional atual citada. Porém um ensino democrático, em que todas as instituições aceitem bem a presença do Guarani e não apenas cumpram uma exigência imposta pela lei, é uma realidade que irá mudar apenas com o tempo.
Jovens e crianças paraguaias recebendo essa bagagem cultural pelo sistema de ensino, podem tornar-se adultos altamente qualificados, que valorizam a sua riqeuza nacional e que ao mesmo tempo possuem uma formação digna de ser repeitada pelo mundo afora.

4.5 O ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI
O ATENEU é uma entidade jurídica, autônoma e civil existente no Paraguai desde o ano de 1985. Essa instituição de Ensino Superior regulamentada pela lei 2574 do ano de 2005, forma docentes, tradutores e pesquisadores especializados na temática Guarani, e vem trabalhando pela promoção, difusão, investigação, recuperação e hierarquização da Língua e da Cultura Guarani.
O ATENEU é considerado a maior instiuição educativa e cultural do Paraguai e teve papel fundamental para dar início ao ensino bilíngüe implementado no sistema educacional, pois apesar de ter ocorrido uma reforma educativa, esta ocorreu muito rápido. A reforma educativa não possuía bases para se auto-sustentar, o ensino superior de Universidades tradicionais paraguaias não tinha para oferecer docentes aptos para lecionar a língua guarani no Ensino Básico, Fundamental e Médio das escolas paraguaias. Assim os profissionais que deram o primeiro passo e promoveram a realização de aulas com o ensino bilíngüe eram provenientes do Ateneu, que já existia há 9 anos e possuía profissionais altamente qualificados para a nova metodologia educacional implementada.
Em 22 anos, o ATENEU formou 22000 professores de Língua Guarani, capacitou através do Curso Básico de Língua Guarani, mais de 50.000 docentes em todo o país, e em 2 anos formou 750 licenciados em Língua Guarani que se encontram espalhados por todo Paraguai e no exterior. Aliás, o ATENEU conseguiu formar docentes que se enquadraram no corpo docente de varias Universidades pelo mundo. No Brasil, por exemplo, no Departamento de Letras da FFLCH, EDUARDO NAVARRO leciona Guarani e Tupi-Guarani e fez um curso de pequena duração no ATENEU. O DIRETOR-GERAL DO ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI, DAVID GALEANO DE OLIVERA, ORGULHA-SE DE QUE MUITAS DAS “PUPILAS” FORMADAS PELO ATENEU CONSEGUIRAM EXPANDIR O GUARANI PARA O MUNDO. Na Universidade de Pari, há o curso de Guarani que é ministrado por um ex-aluno do ATENEU.
Até a atualidade o ATENEU possui uma postura filantrópica graças a conscientização de seu corpo administrativo que vê nessa gestão voltada ao Guarani como não sendo uma iniciativa de fins econômicos e sim um zelo pelo patrimônio histórico paraguaio. Os departamentos internos do ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI são:
• Lingüística Guarani;
• Antropologia, Cultura e História Guarani;
Literatura Gurani;
• Pedagogia, Didática e Formação Docente;
• Bilingüismo Paraguaio;
• Folclore Paraguaio;
• Indigenismo;
• Produção, Edição e Publicação.

Vale a pena ressaltar que o ATENEU também elabora projetos, eventos, participa e realiza congressos e conceitua programas sociais que têm por finalidade valorizar o guarani e incorporar a ele as inovações do mundo globalizado, como por exemplo, criando sites em guarani que podem ser acessados por todo o mundo. O maior feito conquistado pela parte de produção do ATENEU, é o dado de que não se passa 4 anos sem ser produzida uma obra no idioma Guarani. Isto é um avanço para um país que restringia suas produções literárias em guarani e enfatizava apenas o castelhano.
O ATENEU notadamente é uma instituição importantíssima para a parte educaciona e cultural paraguaia. Enquanto houver administradores dispostos a realizar essa manutenção da temática guarani, mesmo que no âmbito da globalização, de uma maneira filantrópica e que valorizem o Guarani como tesouro nacional, motivo de orgulho, diferencial do seu povo e paradigma para um crescimento e expansão desata cultura nativa, o Ateneu continuará cumprindo dignamente com sua missão.

4.6 EDUCAÇÃO INDÍGENA
Bartomeu Meliá, em seu livro Educação indígena e alfabetização, publicado no final da década de 1970, afirma que existem duas formas de educação junto às populações indígenas: a "educação indígena" e a "educação para o índio". Segundo a antropóloga Aracy Lopes, a educação indígena seria um meio de controle social interno do grupo, o processo pelo qual cada sociedade indígena internaliza em seus membros sua maneira de ser, garantindo sua sobrevivência e continuidade enquanto povo distinto. A educação para o índio seria toda a experiência escolar, desde os primeiros jesuítas, passando pela FUNAI até as experiências das ONGs, oriunda "de fora para dentro", orientada por agentes externos às comunidades indígenas. Ou seja, encontram-se nesse contexto tanto as escolas pensadas como instrumento de colonização e negação da diversidade destes povos, como as diversas tentativas de não-índios em construir um escola que fortalecesse essa diversidade e atuasse em conjunto com estas populações.
Por que alfabetizar?
• Porque há necessidade em se relacionar com o mundo não-índio;
• Porque é uma forma de propagação da cultura Guarani;
• Porque é uma forma de fortalecer-se e defender-se das influências externas.

5. CONCLUSÃO
Depois de analisados todos os pontos que incentivaram e tornaram possível a Reforma Educativa no Paraguai, como as características lingüísticas presentes na sociedade como maioria, uma preocupação governamental na melhoria do nível de qualidade da educação, pode-se tomar como primeiro ponto:
• Para que haja uma melhoria na educação indígena guarani do Projeto CECI, isto deve partir de iniciativas governamentais que de acordo com a Legislação e o Referencial Curricular devem gerir para que a educação indígena seja mantida da forma correta, garantindo-lhe o direito de ser diferenciada e específica.
Outro determinante que marca a comunidade envolvida no Projeto CECI do Jaraguá, e torna possível a implementação da proposta paraguaia de educação, é que se tratando de uma comunidade totalmente homogênea, que toma decisões de forma democrática e sempre dando valor ao grupo, uma discordância seria facilmente anuviada.
E para evitar certa discórdia as decisões da escola guarani seria tomadas pela comunidade, assim chegamos no segundo ponto:
• Com o objetivo de manter a forma de tomada de decisões e preservar as tradições dos guaranis, devemos respeitar a forma como estes desejam que seja o método de ensino e tudo envolvido nessa nova proposta pedagógica, é fundamental então que a comunidade participe dessa convivência, e que a escola seja comunitária.
Como já abordada em um capítulo especificamente, a alfabetização dos guaranis é a forma mais propícia para que estes consigam se manter na esfera urbana, que é o que acontece com estes índios da Aldeia Tekoa Pyau:
• que necessitam relacionar-se com os não-índios que vivem por perto;
• que desejam mostrar sua cultura mundo afora;
• que precisam defender-se de influências externas.
Ainda mais no caso dessa aldeia em específico, que enfrenta problemas de delimitação de área territorial. Se quiserem continuar vivendo onde estão precisam estar prontos para defender-se frente a autoridades e lutar pelo interesse deles na terra que a eles sempre pertenceu (Maria Inês Ladeira; São Paulo, Cidade dos Índios). Assim chegase a um terceiro ponto:
• Uma educação multilingüe/bilíngüe para os índios é mais do que essencial. São tantas as agressões que este povo sofre, que é preciso que eles saibam comunicar-se com os não-índios para se defenderem, sem precisarem de indigenistas e outros intermediadores. Não irá haver a perda de cultura, apenas tendo um ensino que promova o aprendizado de uma língua mais utilizada no âmbito global, torna possível uma relação de igual para igual entre índios e nãoíndios. Um fator que mostra porque há a perda desta identidade guarani, é a reclusão de muitas comunidades Guarani M´Bya da população urbana ou até de qualquer população que não seja a da aldeia. Uma escola guarani não deve permitir essa reclusão, a escoal deve mostrar que os guaranis são fortes o suficiente que não precisam “ fechar-se para o mundo” para preservarem sua cultura. Mais do que isso, deve-se mostrar que a globalização tem seus prós, que as escolas guaranis espalhadas pelo Brasil e até pela América Latina poderiam manter uma relação cultural e educativa. Um intercâmbio dentro mesmo de sua própria cultura, assim levanta-se o último ponto:
• A globalização pode ao mesmo tempo prejudicar certas partes da cultura guarani, porém pode ajudar a fortalecê-la, estabelecendo vínculos entre escolas guaranis existentes. Uma escola guarani intercultural é uma forma de inclusão desses indígenas no mundo globalizado, mantendo a essência Guarani como foco.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Instituto Socioambiental. A política de educação escolar indígena. Disponível em:
http://www.socioambiental.org/pib/portugues/indenos/polit_educacao.shtm#t2. Acesso em: 04/05/2007.
• Instituto das Tradições Indígenas. Os Guarani. Disponível em:
http://www.ideti.org.br/diversid/guarani.html. Acesso em: 09/04/2007
• Fundação Nacional do Índio. O Índio Hoje. Disponível em: http://www.funai.gov.br/.
Acesso em: 10/04/2007.
• Centro de Educação e Cultura Indígena. Proposta Político-Pedagógica. Disponível em: http://educacao.prefeitura.sp.gov.br/Arquivos/downloadAction.do?&actionType=download&idArquivo=828. Acesso em: 10/04/2007.
• Centro de Trabalho Indígena. Guarani. Disponível em: http://www.trabalhoindigenista.org.br/programa_guarani.asp. Acesso em: 11/04/2007.
• DESIDÉRIO, Mariana. A difícil sobrevivência da cultura indígena. Disponível em: http://portalimprensa.uol.com.br/new_pesquisa_data_view.asp?code=1124. Acesso em: 20/06/2007.
• THE MISSION. Ronald Joffe. VHS ING, 1986.
• KUARUP. Ruy Guerra. VHS, 1989.
• SCHADEN, Egon. Aspectos fundamentais da cultura Guarani. São Paulo: EPU;
Edusp, 1974. 208 p. Originalmente Tese de Livre Docência, São Paulo: USP, 1954.
• RIBEIRO, Darcy. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
• RIBEIRO, Darcy; RIBEIRO, Berta G. Arte plumária dos índios Kaapo'r. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1957.
• RIBEIRO, Darcy. A política indigenista brasileira. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura, Serviço de Informação Agrícola, 1962.
• RIBEIRO, Darcy. Uirá sai à procura de Deus: ensaios de etnologia e indigenismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
• RIBEIRO, Darcy. Configurações histórico-culturais dos povos americanos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
• RIBEIRO, Darcy; RIBEIRO, Berta G. Suma etnológica brasileira. Rio de Janeiro: Vozes: FINEP, 1986.
• RIBEIRO, Darcy. Diários índios: os urubus-kaapor. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
• SILVA, Aracy Lopes da. A educação escolar indígena. São Paulo: ANPOCS, 1998.
• SILVA, Aracy Lopes da. A questão da educação indígena. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1981.
• MELIÁ, Bartomeu. Educação indígena e alfabetização. São Paulo: Edições Loyola, 1992.
• GALVÃO, Eduardo Enéas. Encontro de sociedades: índios e brancos no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
• PALACIOS, Silvio; ZOFFOLI, Ena. Gloria y Tragedia de las Misiones Guaranies. Bolbao Mesajero, 1999.

7. ANEXOS
7.1 ENTREVISTA COM DAVID GALEANO OLIVERA DIRETOR GERAL DO PROJETO ATENEU DE LÍNGUA E CULTURA GUARANI
1- ¿Cuál la metodología usada en la educación para promover el rescate de la cultura?
R: Lastimosamente el Ministerio de Educación del Paraguay no tuvo ni tiene una metodología para rescatar la cultura. Precisamente, preocupados por la paulatina desaparición de nuestras creencias, costumbres y tradiciones, y sobre todo, ante el intento de marginar más aun a la Lengua Guarani; es que, con otros dos compañeros decidimos fundar el ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI, institución privada, que desde hace 22 años viene trabajando por la promoción, difusión, investigación,
recuperación y jerarquización de la Lengua y Cultura Guarani; y de la Cultura Folklórica Paraguaya. El ATENEO está reconocido desde el pasado año 2005 por Ley 2574, como institución de educación superior, con autonomía y rango universitario. En este momento el ATENEO es la institución cultural y educativa más grande del Paraguay. Desarrolla cursos de Lengua Guarani (Básico, Profesorado, Licenciatura y Maestría) y actividades de promoción cultural (charlas, seminarios, talleres, jornadas, congresos, concursos y festivales) en 100 distritos del Paraguay. En 22 años formó 22.000 Profesores de Lengua Guarani; capacitó mediante el Curso Básico de Lengua Guarani a más de 50.000 docentes de todo el país; y en 2 años formó a 750 licenciados en Lengua Guarani también diseminados en todo el Paraguay y en el exterior. La Enseñanza Bilingue en el contexto de la Reforma Educativa Paraguaya, iniciada en 1994, no hubiera sido posible sin la labor perseverante y patriótica del ATENEO; ya que el Ministerio de Educación, en un hecho insólito, decidió iniciar la Reforma Educativa sin contar con docentes preparados en Lengua Guarani para dicho efecto.

2- ¿Tiene un interés de los alumnos en estudiar la cultura y la lengua de Guarani? ¿E
que los temas para los cuales aparecen más interés?
R: Sin duda, puedo afirmar que la consideración y el respeto que hoy la gente le tiene al Guarani en el Paraguay es digna de mencionar; ya que hasta hace no mucho tiempo el Guarani fue perseguido y reprimido sin piedad, como ninguna otra lengua en el mundo. Sin embargo, la cantidad de egresados del ATENEO y la cantidad de estudiantes que hoy poseemos en nuestras 100 Regionales de todo el Paraguay, son la muestra del interés que hoy todos demostramos hacia el Guarani. Antes quien hablaba Guarani era tratado de ignorante, hoy quien habla y estudia Guarani es considerada una persona inteligente. En cuanto a que temas interesan más a la gente en relación al estúdio del Guarani, puedo decir que la mayoría se acerca con un interés pedagógico, es decir, desean ser Profesores de Lengua Guarani para enseñar a los niños y jóvenes que hoy estudian en las escuelas y colegios del Paraguay. En segundo lugar está el deseo de la investigación, es decir, de la producción científica relacionada al Guarani para luego publicar libros. Desde hace 10 años aproximadamente, no pasa un mes sin la publicación de algún libro em Guarani o acerca del Guarani.

3- ¿Tuvo una influencia la implantaciondel idioma guarani en las escuelas com le rendimiento escolar de los alumnos?
R: Sí, de hecho la mayoría de la población del Paraguay (80%) habla y entiende Guarani, por consiguiente, el Guarani es una herramienta muy importante en la formación de los niños y jóvenes paraguayos. Hasta 1993 em el Paraguay se "enseñaba" en Castellano a una población mayoritariamente Guarani hablante; lo que motivó la numerosa deserción escolar y de hecho la permanencia de una amplia franja de analfabetos en el Paraguay. Muchos iban a las escuelas y retornaban a sus casas sin entender nada. De ahí se acuñó una frase que decía la gente "oike mbo'ehaópe ha mbo'ehao ndoikéi chupe (entra a la escuela pero la escuela "no le entra"). Por eso es que la Reforma Educativa iniciada en 1994 resultó tan importante, ya que por primera vez los niños pudieron y pueden acceder a clases donde sus docentes, por fín, les hablan en Guarani y los niños y jóvenes, por fín, pueden entender las clases y sentirse contentos y a gusto en las escuelas y colegios. La incoporación del Guarani a la educación más que una mera formalidad o antojo de un grupo de "fanáticos" del Guarani, es -en el fondo- la manifestación cabal del respeto a los derechos humanos, entre ellos el respeto a la comunicación en la lengua materna.

4- ¿Cómo el gobierno asiste a la preservación de las culturas locales con la educación?
R: De hecho, desde que el MEC inició en 1994 la Reforma Educativa, el estado a través del presupuesto general de gastos de la nación, destina los fondos necesarios para la promoción de la Educación Bilingüe (Guarani- Castellano). Asimismo, hay una mayor apertura por parte de todos los docentes hacia la necesidad de preservar la cultura popular local, regional y nacional.

5- ¿Cuál el interés del gobierno implicado en esta iniciativa?
R: En realidad el gobierno está obligado por la Constitución Nacional a respetar la Lengua Guarani. Así, el Art. 140 de la Constitución Nacional de 1992, dice "los idiomas oficiales de la República son el Castellano y el Guarani", donde por primera vez en la historia del Paraguay, el Guarani posee rango de idioma oficial. Por otra parte, el Art. 77 de la misma Constitución garantiza el derecho de acceder a la educación mediante la Lengua Materna y en un proceso gradual y progresivo conocer la segunda lengua, a fin de ser ciudadanos plenamente bilingues (Castellano-Guarani).

6- ¿La implantacion del idioma Guarani trajo mejora en el Nivel socio-economico del pais segun las pesquisas?
R: Los resultados positivos de la enseñanza del Guarani se perciben notablemente en la actualidad, ya que disminuyó el porcentaje de decersión escolar y por otra parte, más personas Guarani hablantes se han incorporado al sistema educativo, incluido aquellos adultos que hoy asisten a escuelas para adultos. La mayor presencia de paraguayos con una buena formación académica de hecho que trae y traerá beneficios en cuanto al mejoramiento de nuestra sociedad. Todo es cuestión de tiempo...

7- ¿Cuál los aspectos buenos y malos de la iniciativa en el alcance del globalización?
R: Lo bueno -si tiene algo de bueno- es que la globalización nos acerca más a "todo el mundo", y lo malo es que masifica la cultura, hoy todo es "coca cola" y "Mc Donalds" en el mundo; sin embargo, mientras países como el nuestro hagan el esfuerzo, podrán contar con una importante "marca" de identidad nacional. No olvidemos que la Unión Europea es la integración política y económica de europa; sin embargo, en materia cultural Alemania sigue hablando alemán, Francia sigue con el francés, España sigue con el Castellano. Es decir, la integración respeta y promociona las diferencias culturales.

7.2 El Bilingüismo En La Educación - Por David A. Galeano Olivera. Leer en (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-bilinguismo-en-la-educacion)

7.3 El Guarani, hoy - Por David A. Galeano Olivera. Leer en (http://www.avizora.com/publicaciones/literatura/textos/textos_2/0109_guarani_hoy.htm)

lunes, 26 de marzo de 2012

EL ATENEO APOYA A LA LENGUA ASTURIANA



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

EL ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI APOYA A LA LENGUA ASTURIANA
Leer (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-ateneo-apoya-a-la-lengua-asturiana
Leer también en: http://dgaleanolivera.wordpress.com/el-ateneo-apoya-a-la-lengua-asturiana/

OVIEDO/UVIÉU 26/03/2012. El ATENEO DE LA CULTURA Y LA LENGUA GUARANI ha enviado una comunicación oficial a INICIATIVA POL ASTURIANU en la que afirma a través de su Director General, David Galeano Olivera, que la institución paraguaya “quiere expresar su incondicional y permanente apoyo y solidaridad en la campaña de defensa de la lengua asturiana” que nuestra organización está haciendo.
Además, el ATENEO afirma en su carta a la asociación que entiende que el asturiano es una “valiosa, genuina e histórica manifestación de la cultura” de Asturies y que sus hablantes, responsables de su mantenimiento y transmisión, “tienen todo el derecho del mundo –como derecho humano y lingüístico- de expresarse en su lengua materna”, ya que esta lengua resume la “historia y manera de ser de la gente asturiana”.
El ATENEO, además, quiso dejar claro en su carta a INICIATIVA POL ASTURIANU que, tras hacer un seguimiento de nuestra actividad online y de informarse de la situación de la lengua, la resolución de sumarse a esta “gran cruzada” fue “unánime” por parte de la institución.
Desde INICIATIVA POL ASTURIANU queremos mostrar nuestro más profundo respeto y admiración hacia esta entidad, que defiende y promueve la cultura y la lengua Guarani, hablada por un 90% la población de Paraguay, además de ser hablada tambien en Brasil, Bolivia y Argentina. Desde nuestra organización queremos hacer pública nuestra más profunda simpatía hacia esta lengua y cultura, símbolo de un país tan próximo al nuestro por razones históricas y sociales, ya que, al igual que sucede con el asturiano, no deja de ser patrimonio de todos y todas, y nuestra es la responsabilidad de no dejarla desaparecer.
El ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI es una entidad autónoma con carácter científico-cultural y que fue creada como una institución de educación superior, con rango universitario, para “cultivar y difundir la Lengua y Cultura Guaraní”. Fue declarada de interés cultural educativo por el Viceministerio de Cultura y desarrolla cursos de Guarani y actividades de promoción cultural en Paraguay.
Leer original de la publicación en (http://iniciativapolasturianu.org/web/web/index.php/noticias/el-ateneo-de-cultura-y-la-lengua-guarani-se-solidariza-con-el-asturiano)
Leer más acerca de INICIATIVA POL ASTURIANU en (http://iniciativapolasturianu.org/web/web/index.php/quienes-somos) y también en (http://iniciativapolasturianu.org/web/web/index.php)

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ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI ojepytaso mbarete Asturias ñe’ê teete ykére. Iporâ avei ja’e Carlos Torres ha’eha pe tapicha ombojáva ATENEO ha INICIATIVA POL ASTURIANU-pe ha pe ombohasáva ATENEO remiandu chupekuéra. Upévare, ATENEO rérape rome’ê ore aguyje ha ore jehechakuaa Carlos Torres-pe.

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Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera
(ATENEO Motenondehára)
ateneoguarani@tigo.com.py
davidgaleanoolivera@gmail.com

NUEVA VISITA A LOS INDÍGENAS RECLUIDOS EN EL RI 14



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

NUEVA VISITA A LOS INDÍGENAS RECLUIDOS EN EL RI 14
Leer original (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/nueva-visita-a-los-ind-genas-recluidos-en-el-ri-14
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El domingo 11 de marzo de 2012, a las 10 horas, el ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI y miembros de la Misión Chaco visitaron por décima vez a los Indígenas que fueron desalojados de la Plaza Uruguaya, en la primera semana de enero pasado -ver en ABC Tv (http://www.abctv.com.py/indigenas-son-retiradas-a-la-fuerza-de-la-plaza-uruguaya-23419)- y que hasta la fecha siguen recluidos en el Cuartel del R.I. 14 (Barrio Takumbu, Asunción). La delegación visitante realizó una alegre sesión de juegos y entretenimientos con los niños indígenas y entregó provisiones al Mburuvicha Mario Saucedo.
Jaikuaaháicha ha’ekuéra ityre’ŷ opytávo, oñemosâ hekovekuéra ha ojeheja chupekuéra ñembotypýpe, ikatu’ŷre ojapo mba’eve. Ñane retâ ruvicha hesaraipa chuguikuéra. Ko’áĝa jahechakuaa mburuvichakuéra ijapuhague chupekuéra. Ojupi, oiko chugui tetâ ruvicha ha hesarái ha opyrû iñe’êre. Mba’éretepa ndojejoguaséi chupekuéra pe yvy pehê oîva Unión, San Pedro-pe. Mba’éichapiko chupekuéra ĝuarâ ndaiporimo’âi pirapire ha ijyképe oñemomboparei viru ambue vyroreípe. Avei tekotevê ja’e INDI ha imotenondehára ndojapoiha mba’evete vera oipytyvô haĝua chupekuéra.

Como en las ocasiones anteriores, los Ava Guarani y los Mbya solicitaron de forma especial la solidaridad ciudadana y pidieron -a modo de como donación- la provisión de alimentos, juguetes, ropas y calzados. A ELLOS SOLAMENTE SE LES SIRVE COCIDO CON UNA GALLETA COMO DESAYUNO, POROTO AL MEDIODÍA Y UNA TORTILLA A LA NOCHE. Quienes quieran acercar su colaboración pueden llamar al Mburuvicha Mario Saucedo al celular 0985-583772.
La delegación conjunta del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI y de la MISIÓN CHACO estuvo compuesta por Juana Ramona Ayala Colmán, Sor Noemí Ayala, Cynthia Benítez de Chen, Tomas Chen, Nelly Lucia Chen Benítez y Andrés Medina.
Arapokôi 31 jasyapy 2012, ka’aru, ATENEO ohojeýta hendapekuéra oguerahávo hi’upyrâ ha ijaorâ chupekuéra. Jepiveguáicha, oiméramo oî oipytyvôséva upépe, ikatu ohenói ATENEO-pe: 021-520.276 ha omboguapy héra umi ohótava apytépe. Jepiveguáicha, mokôi mba’énte rojerurejey upe árape: py’arory ha mborayhu Ava Guaraní ha Mbyakuérape ĝuarâ.

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"...Siete meses fueron suficientes para victimizarlos y presentarlos como la peor escoria humana. Qué les costaba a las autoridades darles una atención inmediata, a fin de evitar la imagen que finalmente se creó de ellos?. Hoy el daño -uno más- hacia ellos ya está consumado pues la ciudadanía ya los condenó. Ya de nada sirve que les diga que los indígenas NO son monstruos, no son malos, no son caníbales, no son hijos de Satanás e insisto no viven tirados en las calles o en la plazas porque les gusta… y que, por el contrario, son personas buenas, son seres humanos como cualquiera de nosotros: son padres y madres que crian amorosamente a sus hijos, tienen abuelos y abuelas, que valoran la vida familiar, que tienen hambre, tienen sed, sienten calor, tienen frío como cualquiera de nosotros, padecen enfermedades pero que su mayor sufrimiento es la indiferencia que cada día los mata sin piedad y cobardemente. Y pensar que alguna vez fueron dueños de todas estas tierras y hoy después de la masacre y del holocausto que sufrieron a lo largo de la historia, apenas son el 1,5% de la población paraguaya y fueron desalojados impúnemente de su hábitat. ¡Que mbore es la vida del indígena!..."

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Reiteramos que “el problema indígena no debe reducirse -como muchos quieren hacerlo- a una cuestión de aseo urbano; por el contrario, debe ser encarado como un delicado y crítico problema social que afecta a seres humanos (indígenas) discriminados, incomprendidos y maltratados injustamente; y que, como cualquier otro ser humano, tienen derecho a un pedazo de tierra donde vivir y a una vida digna”

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Cuándo será el bendito día en que un grupo de parlamentarios resuelva presentar un proyecto global que -de una vez por todas y por fin- facilite tierras para todas las comunidades indígenas del Paraguay, y así calmar este calvario inmerecido que sufren con sangre, sudor y lágrimas, desde hace tantos años, todos los días de su vida. Que lindo sería que el proyecto que este grupo presente tenga un tratamiento sobre tablas en ambas cámaras y que en corto tiempo ese mandato pueda ser ejecutado a favor de estos prójimos.

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Emoñe’ê umi jehaipyre kóva mboyvegua, ko’âvape:
1.- Indígenas recluidos en el RI 14 recibieron certificados luego de realizar curso (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/ind-genas-recluidos-en-el-ri-14-recibieron-certificados-luego-de)
2.- Otra visita del ATENEO y de Tekokatu a los Indígenas: desterrados, desamparados y recluidos en un campo militar (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/otra-visita-del-ateneo-y-de-tekokatu-a-los-ind-genas-desterrados)
3.- Indígenas también abrirán Escuela Móvil. Otra visita del ATENEO (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/ind-genas-tambi-n-abrir-n-escuela-m-vil-otra-visita-del-ateneo)
4.- Tierra para los Indígenas ¿deciden ellos o nosotros? (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/tierra-para-los-ind-genas-deciden-ellos-o-nosotros)
5.- Otra visita del ATENEO a los Indígenas. Ellos siguen invisibles y desamparados (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/otra-visita-del-ateneo-a-los-ind-genas-ellos-siguen-invisibles-y)
6.- Quinta visita del ATENEO a los Indígenas. Ellos necesitan nuestra ayuda (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/quinta-visita-del-ateneo-a-los-ind-genas-ellos-necesitan-de)
7.- Cuarta visita del ATENEO a los Indígenas, en su reclusorio (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/cuarta-visita-del-ateneo-a-los-ind-genas-en-su-reclusorio)
8.- El ATENEO sirvió el desayuno a los niños indígenas (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-ateneo-sirvi-el-desayuno-a-los-ni-os-ind-genas-expulsados-de)
9.- No somos iguales: hay seres humanos y hay Indígenas (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/no-somos-iguales-hay-seres-humanos-y-hay-ind-genas)
10.- Desayuno para niños Ava Guarani expulsados de la plaza (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/desayuno-para-ni-os-ava-guarani-expulsados-de-la-plaza)
11.- El ATENEO entregó más regalos a niños Ava Guarani (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-ateneo-entreg-m-s-regalos-a-ni-os-ava-guarani)
12.- ¡Que mbore! Los indígenas fueron expulsados otra vez (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/que-mbore-los-ind-genas-fueron-expulsados-otra-vez)
13.- Entre maltratos, los indígenas siguen buscando la Tierra sin Mal (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/entre-maltratos-los-ind-genas-siguen-buscando-la-tierra-sin-mal)

Maitei opavavépe

David Galeano Olivera
(ATENEO Motenondehára)
ateneoguarani@tigo.com.py
davidgaleanoolivera@gmail.com

TERRITORIO PARAGUAYO, AHORA TAMBIÉN EN GUARANI



ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
Maitei horyvéva opavavépe
David Galeano Olivera

TERRITORIO PARAGUAYO, AHORA TAMBIÉN EN GUARANI
Leer (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/territorio-paraguayo-ahora-tambi-n-en-guarani
Leer también en: http://dgaleanolivera.wordpress.com/2012/03/23/territorio-paraguayo-ahora-tambien-en-guarani/

Una red social nacional que muestra las riquezas del país.
Desde el 15 de enero pasado, la web cuenta con una versión traducida al Guarani.
A casi un año de su lanzamiento oficial, la red social nacional Territorio paraguayo (www.territorioparaguayo.com), sigue sumando seguidores y sigue firme en su tarea de difundir información sobre el Paraguay y poner en contacto a los compatriotas alrededor del mundo. “La idea vino de un tema que todos conocemos, que es cuando uno llega a un país ajeno, fuera de Sudamérica o en Sudamérica mismo, casi nadie tiene idea de dónde está Paraguay. Y menos en países europeos. Así que uno se siente un poco frustrado con eso, por eso hemos decidido colaborar con este granito de arena a que se conozca un poquito más el Paraguay y que se sepa que tiene un dulce idioma guaraní”, explica Mario Espínola, uno de los encargados del sitio web.
Territorioparaguayo.com comenzó a funcionar oficialmente desde el 15 de mayo del 2011, y “en principio el diseño era solo a nivel informativo sobre nuestro país, como se puede ver en la sección de 'conozca Paraguay', pero luego optamos por hacer una red social paraguaya; desde luego, creemos que una red nacional sin su traducción al guaraní sería poco paraguaya, entonces desde el 15 de enero pasado ya contamos también con la traducción al guaraní”, señala Espínola.
La web está dirigida en principio a todos los paraguayos que están por el mundo. Así como a personas de otros países que gustan de Paraguay, “pero también tenemos ideas bastante importantes para el estudiante paraguayo, y otras ideas que estaremos implementando de a poco”, agrega.
Para participar, el usuario debe suscribirse con el correo electrónico y una contraseña. “La página no tiene ánimo de lucro, por ende solo se trata de comunicarse y crear una de las comunidades más grandes de Paraguay”, señala finalmente Espínola.
Leer original en el Diario La Nación del jueves 22 de marzo de 2012 (http://www.lanacion.com.py/articulo/63927-territorioparaguayocom-ahora-tambien-en-guarani.html)

martes, 20 de marzo de 2012

EL DR. JOSÉ NICOLÁS MORÍNIGO ASUMIÓ EN EL MEC



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

EL DR. JOSÉ NICOLÁS MORÍNIGO ASUMIÓ EN EL VICEMINISTERIO DE EDUCACIÓN SUPERIOR
Leer original (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-dr-jos-nicol-s-mor-nigo-asumi-en-el-mec
Leer también en: http://dgaleanolivera.wordpress.com/el-dr-jose-nicolas-morinigo-asumio-en-el-mec/

El martes 20 de marzo de 2012, a las 10 horas, tuvo lugar el ACTO DE INSTITUCIÓN DEL VICEMINISTERIO DE EDUCACIÓN SUPERIOR MEC Y POSESIÓN AL CARGO DEL DR. JOSÉ NICOLÁS MORÍNIGO ALCARAZ (http://es.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Nicol%C3%A1s_Mor%C3%ADnigo) y (http://www.senado.gov.py/?pagina=cv&id=56). La ceremonia tuvo lugar en el Centro de Convenciones del Hotel Granados Park (Estrella y 15 de Agosto – Ciudad de Asunción), y fue presidida por el Prof.Dr. Víctor Ríos Ojeda, Ministro de Educación y Cultura.
Heta tapicha ijatýkuri upépe omomaiteívo Mbo’ehára Tembikuaajára José Nicolás Morínigo-pe, péicha omboguatañepyrûva -MEC ryepy guive- pe tembiapo tekotevêva mbo’ehaovusukuéra ombo’eporâve ha omba’apoporâve haĝua ñane retâ tuichakue javeve. Tembikuaajára José Nicolás Morínigo niko he’íkuri oñeha’âmbaitetaha ha ojapotaha oîmíva guive omoañete haĝua pe temiandu ikatuhaĝuáicha ára ha ára oñembokatupyryporâve mitârusu ha kakuaakuérape ha upe mba’e rupive ikatuhaĝuáicha avei ñamotenondeve ha ñamombareteve ñane retâme. Upéi oñe’êkuri Karai Tembikuaajára Víctor Ríos Ojeda ha omombe’u mba’érepa oiporavo Tembikuaajára Morínigo-pe ha mba’épa ha’e oha’ârô chugui. He’i avei ko tembiapo guasúpe tekotevêha ñañopytyvômba jahupytysérô pe kerayvoty.
La creación del Viceministerio de Educación Superior -según el Ministro Víctor Ríos- constituye un hito en la educación paraguaya, ya que es la primera vez a lo largo de la historia educativa en que se concreta una instancia con este rango, responsable de velar por la calidad de la educación superior y garantizar la prestación del servicio público, proponiendo, implementando y coordinando las políticas y programas de este subsistema. El Viceministerio de Educación Superior fue creado en virtud del decreto presidencial Nº 8.444, del 16 de febrero del 2012. Cabe mencionar que participaron del acto numerosas personalidades del ámbito universitario, educativo y cultural de nuestro país y del exterior. Ricardo Flecha ofreció 3 canciones en la parte final del acto (http://www.youtube.com/watch?v=5ZAzJ3TJrNs&feature=youtu.be).
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI rérape rome’ê ore aguyje ha ore jehechakuaa Mbo’ehára Tembikuaajára Víctor Ríos Ojeda-pe orepepirûhaguére roime haĝua upe atýpe ha avei rome’ê ore aguyje ha ore jehechakuaa Mbo’ehára Tembikuaajára José Nicolás Morínigo-pe akóinte omomba’eguasúre ñane Avañe’ê. Ha’éniko heta oipytyvôkuri ATENEO-pe oiko haĝua chugui mbo’ehaovusu léi 2574, ary 2005 guare.
Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
www.ateneoguarani.edu.py

lunes, 19 de marzo de 2012

396 NUEVOS EGRESADOS EN EL ATENEO - MARZO 2012



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

396 EGRESADOS EN EL ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI – MARZO 2012
Leer original (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/396-nuevos-egresados-en-el-ateneo-marzo-2012
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El lunes 19 de marzo de 2012, a las 16 hs, en la Sede Central del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI (Julia Miranda Cueto 1721 entre Ytororô y R.I. 3 Corrales – Zona Sur, Fernando de la Mora) se realizó el ACTO DE GRADUACIÓN DEL DOCTORADO, LA MAESTRÍA Y LA LICENCIATURA EN LENGUA GUARANI, como también de la LICENCIATURA EN ANTROPOLOGÍA CULTURAL GUARANI Y PARAGUAYA. La ceremonia estuvo presidida por el Prof.Dr. David Galeano Olivera, Director General del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI y por los demás directivos de la entidad; contando también con la participación de los egresados de las diversas Regionales del ATENEO diseminadas por todo el país. Como invitado especial participó el Prof.Dr. RAFAEL RUIZ GAONA, Jefe del Departamento de Proyectos Técnicos del Viceministerio de Educación Superior del Ministerio de Educación y Cultura.
Pe aty guasu oñepyrûvo ojepurahéikuri Ñane Retâ Purahéi Guasu. Upéi, Mbo’erekokuaahára pyahu Darío López ohendukákuri ñe’êpoty hérava “Ñane retâ ñe’è teete”, ohaiva’ekue Mb. Mariano González. Hapykuérintema oñeme’êkuri kuatia’atâ Tembikuaajára, Mbo’erekokuaahára ha Mbo’ekuaahára pyahúpe. Upe rire, David Galeano Olivera, ATENEO Motenondehára; ohendukákuri hemiandu. Ipahápe, Tembikuaajára Modesto Romero Cueto ojapókuri iñoha’ânga’año “Che ra’y” (http://www.youtube.com/watch?v=FLgKbwfJKOE&feature=youtu.be)
Umi omohu’âva imbo’esyry ha’ehína ko’â tavapegua: Fernando de la Mora, Kapi’ivary, Eusebio Ayala, 1º de Marzo, Arroyos y Esteros, Emboscada, Tovatî, Iturbe, Coronel Oviedo, Yû, San Joaquín, Ka’aguasu, San José de los Arroyos, José Domingo Ocampos, Raúl Arsenio Oviedo, Campo 9, Pastoreo, San Juan Nepomuceno, Hohenau, General Artigas, San Pedro del Parana, Edelira, Coronel Bogado, San Juan Bautista, Paraguari, Piraju, Sapukái, Aka’ái, Ky’ŷindy, Ciudad del Este, Santa Rita, Itaipyte, Presidente Franco, Asunción-Centro, Mariano Roque Alonso, Asunción-Sajonia, Asunción-Santísima Trinidad, Asunción-Barrio Obrero, Luque, Villeta, Ita, Lambare ha Kuruguaty.
Esta promoción estuvo constituida por 396 nuevos egresados (2 Doctores en Lengua y Cultura Guarani, 23 Magísteres en Lengua y Cultura Guarani, 318 Licenciados en Lengua Guarani, y 53 Licenciados en Antropología Cultural Guarani y Paraguaya).
Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
www.ateneoguarani.edu.py


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Ver anterior: 96 nuevos Licenciados en Lengua Guarani – Setiembre de 2011 (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/96-nuevos-licenciados-en-lengua-guarani-setiembre-de-2011)

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DOCTORES EN LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI ÑE’ÊTE HA REKO TEMBIKUAAJÁRA
Nombres y Apellidos Regional
AYALA COLMAN, RAMOMA SEDE CENTRAL
VELAZQUEZ MARTINEZ, JUAN DE LA CRUZ

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MAGÍSTERES EN LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI ÑE’ÊTE HA REKO MBO’EREKOKUAAHÁRA
Nombres y Apellidos Regional
AGUILAR CABRERA BEATRIZ SEDE CENTRAL
AQUINO GILBERTO RICARDO
BOGADO CABALLERO VENANCIA
CHAMORRO SANCHEZ ENRIQUE
DOMINGUEZ DE CHAMORRO DE LAS NIEVES
GOMEZ JARA ANGEL GABRIEL
LIMA MOLINAS OLGA DANIELA
LOPEZ ALFONZO DARIO
RAIMUNDO ROJAS MARIA DEL CARMEN
VALDEZ CAÑIZA ROQUE ALBERTO
ZARZA ESTIGARRIBIA NELSON RUBEN
BENITEZ GARCIA ISABEL CORONEL OVIEDO
CARDOZO FERNANDEZ MARIA DOMINGA
DIAZ DE BAEZ BLANCA STELA
FERNANDEZ BARBOZA, NOELIA BEATRIZ
ROMERO DE FLORENTIN LUZ MARINA
MORENO ALVARENGA RAMONA PONCIANA KA´AGUASU
SANTACRUZ GAONA AURELIO
BENITEZ BENITEZ CRISTINO GENERAL ARTIGAS
GONZALEZ ORTIGOZA MERCEDES
ORTIGOZA ATIENZA ZUNY ANDREA
ORTIZ ALFONSO ZULMA
MOLINAS VILLALBA LUZ REBECA SAN PEDRO DEL PARANA


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LICENCIADOS EN LENGUA GUARANI
GUARANI ÑE’ÊTE MBO’EKUAAHÁRA
Nombres y Apellidos Regional
ALCARAZ LOPEZ, LUZ MARIA DEL CARMEN SEDE CENTRAL
AYALA BAEZ, LUIS MIGUEL
BAEZ DE CANTERO, CARMEN RAMON
BARBOZA CESPEDES, MARIA LUISA
BENITEZ MEILI, HEBER HUBER
BENITEZ TORRES, HAYDEE DONATILA
BERNATTO JUBERT, CARMEN GLADYS
CANTERO DE ORTIZ, ERMA BEATRIZ
CARBALLO CACERES, ESTEBAN JUAN RAMON
CENTURION MEDINA, MIRTHA ELIZABETH
GARAY, CARMEN NATHALIA
GIMENEZ, MYRIAM SOLEDAD
GIMENEZ DE SOLANO, SANDRA ELIZABETH
GODOY DE AYALA, MYRIAM
GONZALEZ VILLALBA, LILIANA MABEL
JARA MARECO, BALERIA
JARA MARECO, RAMONA SOLEDAD
MASI DE SALINAS, MIRTA LEONOR
MARTINEZ BRITEZ, GLORIA CONCEPCION
MARTINEZ HERRERA, MERCEDES LUISINA
ORTIZ INSFRAN, JUANA BAUTISTA ANTOLIANA
OJEDA CABALLERO, MIGUEL NICOLAS
RODRIGUEZ, MARIA REBECA
ROLON QUIÑONEZ, LUZ MARINA
SALINAS DE CANDIA, MARIA GLORIA
TALAVERA DE IBARRA, GLADYSBEATRIZ
TORRES VIVEROS, GERMAN
TORRES NUÑEZ, OSCAR OSVALDO
IBARRA DE RUIZ DIAZ, ELVA BEATRIZ KAPI´IVARY
MEDINA GAONA, LUIS ANTONIO EUSEBIO AYALA
NOGUERA DE PERALTA, GLORIA ROSARINA
RIOS RODRIGUEZ, ROSANGELA
ROMERO DE FERREIRA, MIRTA ELIZABETH
VAZQUEZ PEÑA, NANCY DEL CARMEN
ZARZA ORTEGA, PEDRO ALCIDES
AGUERO SAMANIEGO, FANI RAMONA PRIMERO DE MARZO
CABRIA VILLAGRA, SABINA MERCEDES
GIMENEZ VALLEJOS, AVILIO ARIEL
MARTINEZ VELAZQUEZ, PELAGIO
MEDINA ARRIOLA, RAQUEL
ROLON ORREGO, LILIAN ANTONIA
ROJAS, MABEL CONCEPCIÓN
SAMUDIO SOSA, MIRNA ELIZABETH
BARRIENTOS, PABLO ADIN ARROYOS Y ESTEROS
ESPINOLA LOPEZ, NINFA ANTONIA
GALEANO AGÜERO, GLORIA ELIZABET
GALEANO OVELAR, AURORA MARIELA
ROJAS RODRIGUEZ, MIRTIAM YEYELA
ROLON CAZAL, JORGE ALBERTO
ROLON RIVAS, MAURA
ROLON RIVAS, OSVALDO RUBEN
TORREZ OLMEDO, JUAN GUSTAVO
AVEIRO GAONA, FATIMA ANDREA EMBOSCADA
DELGADO LEGUIZAMON, JOSE CARLOS
GIMENEZ DE CANDIA, NILDA MARIA
LEON ARAUJO, DORIS ESTELA
MIRANDA VILLALBA, PATRICIA LEONOR
SALAZAR CABRERA, GLORIA ELENA
SANCHEZ DE DELACRUZ, LUZ MARIA
AGUAYO DE CORONEL, ELIDA TOVATÎ
GONZALEZ BENITEZ, GLORIA ELIZABETH ITURBE
MORINIGO MARTINEZ, IRIS ISABEL
PLANAS DE AYALA, MARGARITA LEONOR
AVALOS DE CANDIA, MIRIAN GERONIMA CORONEL OVIEDO
BOGADO VER, EVA ROSANA
CARDOZO DE ROMAN, IRENE
COHENE MONTANIA, ELVA MARIA
DURE MEDINA, MIRTHA GRACIELA
GAYOZO CABRERA, ROSA ISABEL
GOMEZ DE NOGUERA, IDALINA
GONZALEZ SANTACRUZ, DELIA ROSA
GONZALEZ SANTACRUZ, MARIA LINA
MARTINEZ DE GODOY, ALICIA
MENCIA VILLALBA, MARILIA
MENDOZA BENITEZ, ZONIA ELIZABETH
MENDOZA MORAN, REMIGIO
MELGAREJO DE ROMERO, JULIA
RIVAS AGUILAR, MARIA ELIZA
RODAS CUENCA, NELZON
ROMERO GONZALEZ, MIRIAN CELESTE
ARGUELLO DE ROMERO, SONIA ELIZABETH KA´AGUASU
DUARTE SALINAS, ANTONIO
DUARTE SALINAS , AURORA
FERREIRA VELAZQUEZ, MONICA SOLEDAD
GAONA MOREL, NOELIA RAMONA
GONZALEZ, MARIA FATIMA
ORTEGA YEGROS, FRANCISCA
PEREZ DE RODRIGUEZ, ISIDORA
SILVA PEREIRA, CESAR RAMON
TORRES RUIZ, FERMIN ANDRES
ALDERETE DE SANTACRUZ, MARIA LILIA SAN JOSE DE LOS ARROYOS
AMARILLA MARTINEZ, NANCY IRENE
ARAUJO DIMINGUEZ, ELENIO
ARMOA AYALA, ANA EDITH
ARMOA DE ALONSO, SILVIA ELIZABETH
BENITEZ ENCISO, MARIA SUNILDA
BRITEZ AYALA, LIZ NATALIA
CAÑETE JIMENEZ, CARLOS MIGUEL
CORONEL DE BARZOZA, BLANCA LIZ
GAUTO BARBOZA, CARMEN
MONGES DE GONZALEZ, VIVIANA
PAREDES DE GARCETE, ZUNY BEATRIZ
PAREDES MARTINEZ, MARIA CAROLINA
RAMIREZ GIMENEZ, VICTOR ULISES
ROA PRIETO, CARMEN MAGDALENA
ROLON CABRAL, JOSE MARIA
SANABRIA NUÑEZ, FERNANDO
VUYK ORTIZ, CARMEN ADELAIDA
CABRERA DE IBARRA, MARIA MERCEDES JOSE DOMINGO OCAMPOS
ESPINOZA BENITEZ, JAVIER
FERREIRA ROTELA, MILLER ABRAHAM
ALMIRON DE FERNANDEZ, AQUILINA
INSFRAN, ROBERT ALBERTO
MARIN DE SILGUERO, BLANCA ELIZABEHT
ZACARIAS DE ALDERETE, GRACIELA VIVENTA
AYALA GODOY, ENRIQUE ESTEBAN RAUL ARSENIO OVIEDO
CAÑETE GENEZ, ALDO RUBEN
CENTURION BARRIOS, ANTONIA
GARAY VILLAR, ALCIDES
GIMENEZ ORTIZ, CELINA
GODOY JARA, NERY RAMON
ORTIZ VAZQUEZ, ALCIDES
ORTIZ VAZQUEZ, GRACIELA BEATRIZ
RIQUELME DOMINGUEZ, SERGIO SACARIAS
ZARAGOZA GONZALEZ, MARLENE
AMARILLA DELVALLE, MIRNA RAMONA CAMPO 9
AREVALOS CABRAL, OLGA ESTELA
BENITEZ BENITEZ, LOURDES CELESTE
CABRERA LOPEZ, VICTOR LUIS
CASCO VILLAMAYOR, ROBERTO CARLOS
GONZALEZ RUIZ, ESTER
MARTINEZ ZARAGOZA, CARMEN GRACIELA
OJEDA GENEZ, SUSAN MARIEL
PAEZ AYALA, FRANCISCO
RIOS FERREIRA, YGNACIA RAFAELA
RIQUELME VILLAR, PETRONILA
VEGA DE ALCARAZ, ISABEL
CACERES VAZQUEZ, VICTORINO PASTOREO
BARRIOS MARIN, CRISTIAN
CACERES VAZQUEZ, GRACIELA
NUÑEZ CABAÑA, VICTORIANO
AQUINO SANTACRUZ, MARIELA
QUIÑONEZ ROJAS, ROSANA ELIZABETH
CACERES VAZQUEZ, FELICIANA
LEGUIZAMON DE BARBOZA, YLSA RAMONA
AREVALOS DE PEREIRA, CELIA CONCEPCION SAN JUAN NEPOMUCENO
BRIZUELA DE CANDIA, MARIA LOURDES
CANTERO SANTACRUZ, GLORIA MARLENE
FERREIRA ARAUJO, CONSTANCIA LIDA MAVEL
ZENA MERELES, ANTONIO ADRIAN
ACUÑA OLMEDO, DIANA ELIZABET HOHENAU
RODRIGUEZ FORCADO, NANCY TERESA
ROMERO DE SERVIAN, BENITA SOFIA
VALENZUELA DE GOMEZ, LILIAN MABEL
AMARILLA ALFONSO, PEDRO GENERAL ARTIGAS
JARA CHAVEZ, NANCY ELIZABETH
GONZALEZ PERALTA, CESAR RAMON SAN PEDRO DEL PARANA
GONZALEZ DE SANABRIA, BLANCA ESTELA
VELAZQUEZ DE ARRIOLA, EMI SINTIA
ACA DE LOPEZ, MAXIMA EDELIRA
CORONEL VILLAVERDE, JULIO CESAR
MIRANDA CHAPARRO, NIMIA CELEDONIA
ORTELLADO DE AMARILLA, MARIA ISIDORA
SANTANDER SOSA, DERLIS ODELIN
SOTO GONZALEZ, GRICELDA BELEN
VALENZUELA BENITEZ, MIRIAN BEATRIZ
BARRETO FERREIRA, MARLENE CORONEL BOGADO
CABRAL DE YAKUSIK, ZULMA NOEMI
GALEANO IBARRA, ANIBAL
SALINAS BENITEZ, VILMA CONCEPCION SAN JUAN BAUTISTA MNS.
MANZONI BENITEZ, SILVANA CAROLINA PARAGUARI
PORTILLO DE SANCHEZ, NILSA MARYSOL
ALIENTE DIAZ, ARNILDO SEBASTIAN PIRAJU
GONZALEZ DE MARTINEZ, SUSAN MARIA
PEÑA DE NUÑEZ, NANCY CAROLINA
PEÑA DE VILLAGRA, LILIAN ROSA
ROTELA ARGUELLO, FANNY EMILIA
SERVIN RAMIREZ, SONIA DE JESUS
VILLAGRA FLORES, ANGEL MARIO
AQUINO DE LEON, VERONICA SAPUKAI
BENITEZ DUARTE, ANDRES
CAÑETE CESPEDES, CARMEN LIZ
CESPEDES DE CAÑETE, DOLLY LIZ
CHAVEZ CHAPARRO, JULIANA ELIZABETH
FRANCO DE ORDANO, MERCEDES VICTORIA
GENES DE GARCIA, ELVIA MONICA
MARECOS DE BENITEZ, MARIA TERESA
QUINTANA, ATILIO FABIAN
RAMIREZ DE NUÑEZ, LIZ MARIELA
ROA DE BARRIOS, TERESITA CONCEPCION
DAVALOS DE SEQUEIRA, IRMA ELIZABETH
GONZALEZ DE INSAURRALDE, RUTH VERONICA AKA´AI
MONGES DE LOPEZ, JULIA BEATRIZ
NUÑEZ SANABRIA, LORENZA
PEREIRA FERNANDEZ, GABRIEL
ACOSTA GARCIA, JOSE LUCAS KY´YINDY
AVALOS DE GOMEZ, ROSALBA
ALVARENGA OCAMPOS, GLADYS ZUNILDA
BOGADO, ALBERTO
CABALLERO DE MAIDANA, ILDA
CABALLERO MANCUELLO, EDELMIRA
CABELLO DE BRITEZ, CARMEN SIXTA
CARRERA GALEANO, CELINO
FERNANDEZ PAREDES, LUIS OSMAR
GAETE TOÑANEZ, ANA MARIA
GAETE TOÑANEZ, MARTHA
GONZALEZ RAMÍREZ, ADA BEATRIZ
GONZALEZ CARVALLO, RIOMINA
MELIDA, VILMA
MONTIEL DE MOLINAS, FRIDA NOEL
MAIDANA ORTIZ, BIENVENIDO
LEITE CABRERA, CARLOS ALBERTO
LOPEZ BABLUENA, LAURA ESTEFANY
ORUE MORA, MANUEL
PEREZ CARDOZO, MARIA JORGELINA
PEREZ NOGUERA, LIDIA VICTORIA
TORRES DE ESPINOZA, MARILINA CONCEPCION
LEDESMA DE GAETE, SILVIA MABEL
ARGUELLO DE CABALLERO, ELODIA CIUDAD DEL ESTE
CACERES DE BRITOS, MAVEL
FRANCO, ELISA CARINA
GUZMAN BRITEZ, MARIA ELIDA
LEDEZMA DE CACERES, ELVA ELENA
MERELES PORTILLO, CESAR EUDES
MOREL GONZALEZ, CARLOS JAVIER
NOGUERA BENITEZ, NIMIA ESCOLASTICA
OTAZO CAÑETE, SULLY RAMONA
PALACIOS CURTIDO, ROMY RAMON
ROJAS DE SANABRIA, MARIEL MERCEDES
ULLON REYES, CESAR
VAZQUEZ, JORGELINA
ACEVEDO OBREGON, FELIX VALOIS SANTA RITA
AGUILERA NOGUERA, ROSSANA ELENA
AMARILLA DE ACEVEDO, RAMONA FABIOLA
ARRUA LOPEZ, MARGARITA
BORDENAVE BARRIOS, LUIS ALBERTO
BRAVO RIVERO, FELIX
CALDERON, GABRIEL ESTANISLAO
CASCO ESTIGARRIBIA, ALBA
FLORENTIN DE FERNANDEZ, ROSALINA
LEON ALVISO, SANTIAGO RUBEN
MARTINEZ VARELA, EVA YSABEL
ZARATE VERA, EUGENIO
ARZAMENDIA DE GONZALEZ, LIZZIE CONCEPCION ITAIPYTE
GONZALEZ VILLAR, GUSTAVO ARIEL
JARA, RUBEN DARIO
BENITEZ DE GOMEZ, PRISCILA ISABEL PRESIDENTE FRANCO
BOGADO DE VILLALBA, MARINA
BRITOS VALDEZ, SONIA RAQUEL
GONZALEZ SAMUDIO, MYRIAM CONCEPCION
IBAÑEZ LOPEZ, MIRIAN ROSANA
MARTINEZ AGUILERA, MARIO STILBER
RAMIREZ GAONA, DANIEL
RAMIREZ GAONA, ESMELDA
RAMIREZ GAONA, YNILDA
ROMERO DE FRETES, ANTOLINA
BAEZ BAEZ, LIDIA ASUNCION CENTRO
DUARTE VERA, NIDIA DE JESUS
ESPINOZA CACERES, FLORA DEIDAMIA
ORTIZ VERDUN, ELIZABETH ANALIA
PIÑANEZ GARAY, ALDO RODRIGO
RODRIGUEZ, MARIA PATRICIA
ROLON AGUIRRE, CINTIA LORENA
SANABRIA GALARZA, GLADYS CRISTINA
SOSA DE BOGADO, LOURDES ROSSMARY MERCEDES
VILLALBA TORRES, NINFA MABEL
ESPINOLA RIVAS, BLANCA VIRGINIA M. ROQUE ALONSO
GONZALEZ DE ROLON, BLANCA RUFINA
GONZALEZ DOMINGUEZ, ADELA
MEZA DE VERA, SILVIA ESTELA
MORINIOGO DE ALVAREZ, MARIA ELENA
RECALDE MONTIEL, LAURA
RIOS BAEZ, MARIA SIXTA
ORIHUELA THOMPSON, IRENE CONCEPCIÓN
RUIZ DIAZ DE GONZALEZ, ZUNILDA BEATRIZ
CARDUZ FERREIRA, IRENEO JORGE ASUNCION SAJONIA
ESTIGARRIBIA AVALOS, MODESTO
LUGO DE CARDUZ, PRIMITIVA
QUIÑONEZ, ALBERTA SONIA
VILLAMAYOR MARTINEZ, AVARE RAMON
AVALOS ESTIGARRIBIA, ADA ELENA SANTÍSIMA TRINIDAD
CARLOS ARIEL, CLARAMONTE BOGADO
NEIRA CAÑETE, ANA MARIA
ROMERO BARIIOS, NIMIA ELODIA
PERALTA GOMEZ, CRICERIA DEL HUERTO
ACUÑA LEON, IGNACIO SANTACRUZ BARRIO OBRERO
MACIEL DE LISMAN, EULOGIA
RAMIREZ VERGARA, CELIA ROCIO
CARDOZO GONZALEZ, ALICIA DEL ROSARIO LUQUE
CASCO PIMENTEL, RAFAELA
ESPINOLA FERNANDEZ, VIVIANA SOLEDAD
LOPEZ JIMENEZ, FLORENCIO
LOPEZ ZARATE, MARIA ANGELA
MARECOS DE ROJAS, GLADYS BEATRIZ
OJEDA DE CARDOZO, ALBA YOLANDA
ORTELLADO DE MARTINEZ, EDITA LUCIA
ORTIZ QUIROGA, VALERIA CONCEPCIÓN
SERVIN GIMENEZ, MARA LILIANA
MANCUELLO, GLORIA BEATRIZ VILLETA
VEGA CENTURION, VIVIANA DEL ROSARIO
VILLAGRA DE BAREIRO, MARIA ELENA
GAMARRA ROMERO, NORMA BEATRIZ ITA
AREVALO ZIELANKO, ORLANDO GABRIEL LAMBARE
BENITEZ SEGOVIA, ALFONSO
CACERES GIMENEZ, ARMANDO MANUEL
FARIA BRIZUELA, EDGAR
FERNANDEZ NUÑEZ, MAGGI NOEMI
FERREIRA RAMIREZ, NIDIA ESTHER
GONZALEZ, OSCAR MERCEDES
GOMEZ, WALTER EMILIO
IRIGOYEN, JOSE MIGUEL
MARIN MACHADO, CARLOS LOSANTO
PEREIRA CABALLERO, NORA ROMINA
RAMIREZ ESCOBAR, CRISTIAN DAVID
ROJAS DE HERRERA, LUZ AURORA
SILVERO, MARIA ELENA
RAMOS CACERES, PATRICIA ELIANA KURUGUATY
VARELA QUIZAMA, MARIA ELENA

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LICENCIADOS EN ANTROPOLOGÍA CULTURAL GUARANI Y PARAGUAYA
PARAGUÁY HA GUARANI AVAKUAATY MBO’EKUAAHÁRA
Nombres y Apellidos Regional
BENITEZ ALVARENGA, RUBEN SEDE CENTRAL
OCAMPOS VILLALBA, SEBASTIAN OVIDIO
ARRIOLA VALLEJOS OLGA CRISTINA PRIMERO DE MARZO
GAVILAN DAVALOS OSCAR CRESCENCIO CAMPO 9
MORA MARTINEZ ELIODORO
VARGAS HERMOSILLA JORGE DANIEL
BENITEZ PANIAGUA MARIA ELIZABETH YÛ
DAVALOS VEGA CRISTHIAN
MORINIGO SOTELO JORGE
PAREDES TORRES MARIA LUISA
RIVEROS MERELES LILIANA MERCEDES
VELAZQUEZ DUARTE PETRONA
VERA DELVALLE HECTOR
BARRIOS DE MARTINEZ SARA IRMA SAN JOAQUIN
FELKAMP DE FLECHA CELIA FELICIA
MONTIEL VILLALBA ANA LIZ CONCEPCION
ROMERO ROJAS ELISA
GLADYS ALICIA SANABRIA CRISTALDO
CABRERA DE MENDOZA NANCY DE JESUS J. DOMINGO OCAMPOS
IBARRA BENITEZ JOSE
SILGUERO DE SALINAS IDA
SILGUERO GODOY JULIA ISABEL
BUSTAMANTE MEDINA DIANA LUZ SAN PEDRO DEL PARANA
IRALA AMARILLA NATALIA MARIBEL
ORTIZ MARCELO FABIAN
FLORES DE TILLNER ELENA PARAGUARI
CABALLERO OLGA BEATRIZ CIUDAD DEL ESTE
CAÑETE DE GALEANO GLORIA MARILDA
CAÑETE DE ROJAS MABEL ROCIO
CAÑETE JIMENEZ MARIO JAVIER
FERREIRA BAEZ ISAAC
GUERRERO DE PINTOS YLDA
JIMENEZ DE SANTACRUZ DORA GRACIELA
MOREL GOMEZ VICTOR DANIEL
NUÑEZ DE MIRANDA GLORIA SOFIA
NUÑEZ FLORENTIN NORMA ANGELICA
ORTIGOZA CACERES ALFONSO
ORTIGOZA CACERES LUISA ROSA
ORTIGOZA CACERES MARTA BEATRIZ
PINTOS BOGADO AGUSTIN YSMAEL
ULLON REYES CESAR
VERA ENCINA LUZ MARINA
VILLASANTI CACERES LOURDES DIANA
AGUAYO VALDEZ ELVIRA ASUNCION CENTRO
CENTURION FIGUEREDO SONIA SALVADORA
FERNANDEZ BRITEZ DIANA ALEJANDRA
MARTINEZ SONIA MARCELINA
AVALOS CENTURION VICTOR HUGO RAFAEL BARRIO OBRERO
MALDONADO OCAMPO ROSSANA ELIZABETH
VILLALBA DE BOGADO VICTORINA ALICIA
VILLALBA TORRES TEOFILO
BONUSSI MACHUCA GIOBANI SEGUNDO KURUGUATY
CARDOZO DAISY MARIA FELICIANA

domingo, 18 de marzo de 2012

EN EL PROGRAMA ECOS DEL MEDIO AMBIENTE - 106.5 FM



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

EN EL PROGRAMA ECOS DEL MEDIO AMBIENTE - 106.5 FM
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El domingo 18 de marzo de 2012, de 08:00 a 10:00 horas, se desarrolló el Programa “Ecos del Medio Ambiente” conducido por el Prof. Edgar Figueredo (edgarfigueredo79@hotmail.com) y el Abog. Carlos Ortíz (carlitort@hotmail.com), a través de Radio Ecos 106.5 FM (http://ecosfmsansalvador.blogspot.com/2011/06/radio-ecos-fm-1065.html), y del cual participó el Director General del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI. El programa se emite los domingos, en el horario mencionado. La emisora se halla ubicada en Kapiata, en el Km 23 de la Ruta 1, en el límite con J. Augusto Saldívar (http://es.wikipedia.org/wiki/Juli%C3%A1n_Augusto_Sald%C3%ADvar_%28Paraguay%29).
Ko tembiapo rupive Mbo’ehára Carlos ha Edgar omyasâi opaichagua marandu tekoha rehegua. Ha’ekuéra niko ojepy’apy hikuái y, ka’avo, mymba ha opaichagua tekovére ha ojerure opavavépe (mitâ, mitârusu ha kakuaávape) oñangareko haĝua umívare. Nañañangarekóirô ñande rekoháre, mbeguekatúpe oñembyaivéta ohóvo ha upéva naiporâi avavetépe. Mokôivéva niko ojepytaso mbarete ha kyre’ŷ ha oñemoñe’ê opaite tapichakuérape. Iporâiteva’erâ maymáva jajapysakárô hesekuéra. Tekotevê ko’ê ko’êre jahayhu ha ñañangarekoporâve ñande rekoháre.
David Galeano Olivera conversó con los conductores del programa acerca de la cultura Guarani y del respeto de los Guarani al Medio Ambiente. Posteriormente, invitó a los oyentes a acercarse a estudiar el idioma Guarani en la Regional J. Augusto Saldívar del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI, que actualmente funciona en el local del Centro Educativo “El Futuro”, ubicado en la Ruta 1, Km 25. Para más informes e inscripciones, los interesados pueden llamar al 0981-130.521 o escribir al correo electrónico (regionaljasaldivar12@gmail.com).
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI rérape rome’ê ore aguyje ha ore jehechakuaa Mb. Edgar Figueredo ha Mb. Carlos Ortíz-pe akóinte omomba’eguasúre ñande rekoha, ñane ñe’ê ha ñande reko. Ja’ekuaa avei Edgar Figueredo ha’eha Guarani ñe’ê mbo’ehára oñemoaranduva’ekue ATENEO-pe.
Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
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sábado, 17 de marzo de 2012

MODESTO ROMERO CUETO PRESENTÓ LIBRO DE TEATRO EN GUARANI



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

MODESTO ROMERO CUETO PRESENTÓ LIBRO DE TEATRO EN GUARANI
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El viernes 16 de marzo de 2012, a las 19 horas, tuvo lugar la presentación del LIBRO “HISTORIA DEL TEATRO PARAGUAYO EN GUARANI 1973 – 1997 Compañía Teatral: Molinier – Romero Cueto – PARAGUÁI ÑOHA’ÂNGA REMBIASAKUE GUARANÍME 1973 – 1997 Ñoha’ânga Aty: Molinier – Romero Cueto”, de la autoría del PROF.DR. MODESTO ROMERO CUETO. La ceremonia tuvo lugar en el Centro Cultural El Lector, ubicado en San Martín c/ Austria (Ciudad de Asunción).
Heta tapicha ohayhu añetéva Modesto Romero Cueto-pe ijatýkuri upépe ohechakuaa ha omomba’eguasúvo iñaranduka pyahu. Jaikuaaháicha, Modesto Romero Cueto omoñepyrûkuri Pedro Moliniers ndive peteî ñoha’ânga aty, omba’apova’ekue 24 ary pukukue javeve, ñane retâme. Hembiapokuéra apytépe, opytáma mandu’arâ: “Jagua Rekove”, Rogelio Silvero mba’e; “Pe pojopy (El avaro)” ha’éva Moliere rembiapokue; “Jurumy’ŷi (La Babosa)”, ha’éva Casaccia rembiapokue; “Yerma”, ha’éva Federico García Lorca rembiapokue; ha heta ambue tembiapo. Ha’ekuéra oñeha’âkuri, oñepyrûha guive, oipuru peteî Guarani porâ ha ipotîva, ojopara’ŷva, ohechaukaségui maymávape ñane Avañe’ême ikatuha ja’e ja’eséva.
Las palabras de apertura estuvieron a cargo de Pablo León Burián, Director del Centro Cultural El Lector, y la presentación del libro correspondió al Prof. Angel Antonio Gini Jara, componente de la Compañía Molinier-Romero Cueto, y a David Galeano Olivera, Director General del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI. Seguidamente, usó de la palabra el autor del Libro, Prof.Dr. Modesto Romero Cueto. La ceremonia concluyó con la presentación de la obra “Ñande Táva Arandu”, de la autoría de Romero Cueto y escenificada por estudiantes de la Regional Luque del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI. Finalmente, el Trío Continental (Lito, Carlos Agustín y César) ofreció tres hermosas canciones paraguayas a los asistentes. Entre los asistentes, estuvieron: Anibal Benítez Navarro, Amada Gómez, Teresita Pesoa, Rubén Milessi, Domingo Regalado Pérez, Moncho Azuaga, Rubén Morel Solaeche y Margarita Escobar de Morel, José Manuel Silvero, Hernán Báez Recalde, Salomón Melgarejo, Víctor Escurra, Justino Cristaldo, Angel González; los hijos del Dr. Romero Cueto: Stella y César, y los estudiantes del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI de las Regionales de Luque, Limpio y Fernando de la Mora.
Los interesados en adquirir el libro, pueden llamar al Dr. Modesto Romero Cueto, al teléfono: 021-607.884.
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI rérape rome’ê ore vy’apavê ha ore jehechakuaa Tembikuaajára Modesto Romero Cueto-pe onohêre ára resáre ko aranduka porâite ohechaukáva mba’eichaitépa omba’apokuri ñoha’ânga aty Molinier-Romero Cueto, ha upekuévo omombaretevéva Guarani ñe’ête rekove. Oîkuri upe atýpe, ATENEO rérape, ñane irû: Pablino Gómez Vera, Pedro Ernesto Escurra Franco, Selva Concepción Acosta Gallardo, Teresa Beatriz Cardozo Cháves, Virgilio Silvero Arévalos ha Aurora Carolina Ayala de Silvero, Blanca Elisa Giménez, Nelson Zarza, Darío López ha David Galeano Olivera.
Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
www.ateneoguarani.edu.py

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Rehechasérô upe atýpe guare, ehesakutu ko’âvape:

Modesto Romero Cueto remiandu (http://www.youtube.com/watch?v=522eqq476I4&feature=youtu.be)

ATENEO – Regional Luque-ygua ñoha’ânga (http://www.youtube.com/watch?v=QrVfca2IV38&feature=youtu.be)

Che pykasumi – Trío Continental: Lito, Carlos Agustín y César (http://www.youtube.com/watch?v=y6Ox1GNhzM0&feature=youtu.be)

Che ra’y (http://www.youtube.com/watch?v=EQlramwKIgA)

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Rehechasérô ambue marandu Modesto Romero Cueto rehegua, ehesakutu ko’âvape:

Modesto Romero Cueto presentó su CD Guaranietépe (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/modesto-romero-cueto-presento)

Modesto Romero Cueto ABC (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/modesto-romero-cueto)

Presentan libro sobre teatro en Guarani ABC (http://www.abc.com.py/nota/presentan-libro-sobre-teatro-en-guarani/)

Un libro recopila vida de un elenco UH (http://www.ultimahora.com/notas/510108--Un-libro-recopila--vida-de-un-elenco)

El teatro en Guarani reunido en un libro ABC (http://www.abc.com.py/nota/el-teatro-en-guarani-reunido-en-libro/)

Presentación del Libro “Historia del teatro paraguayo en Guarani 1973 - 1997” (http://www.revistaplus.com.py/presentacin_del_libro_historia_del_teatro_paraguayo_en_guaran_19731997_-id-13984.html)

Entrevista al Actor-Director Guarani Modesto Romero Cueto (http://elkunumi-guarani.blogspot.com/2010/11/entrevista-al-actor-director-guarani.html)

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Remoñe’êsérô ambue marandu El Lector rehegua, ehesakutu ko’âvape:

Por sus 40 años, El Lector presentó colección de literatura Guarani (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/por-sus-40-a-os-el-lector-present-colecci-n-de-literatura-guarani)

Se presentó El Mataburro, de Marcos Ybañez (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/se-present-el-mataburro-de-marcos-yba-ez)

martes, 13 de marzo de 2012

MUY TRISTE POR EL ALEJAMIENTO DEL GRAN ALFREDO VAESKEN



MUY TRISTE POR EL ALEJAMIENTO DEL GRAN ALFREDO VAESKEN
Por: David Galeano Olivera
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Un querido amigo, un hermano, el ARQ. ALFREDO VAESKEN, un gran gestor de la cultura popular paraguaya; resolvió “tirar la toalla”, es decir, abandonar su puesto de gestor cultural debido principalmente a la indiferencia de las autoridades hacia las manifestaciones de la cultura folklórica.
En efecto, esta mañana escuché a otro gran promotor cultural, Don Fernando Gómez Scifo, anunciar el “retiro oficial” del Arq. Alfredo Vaesken del mundo de la cultura popular. Mi primera reacción fue un “anichéne” e inmediatamente lo llamé al querido Alfredo y le pregunté que había de cierto en dicha información y con mucha pena debo manifestar que, efectivamente, Alfredo resolvió retirarse del ámbito de la promoción y la gestión cultural. Cuando le pregunte “mba’épiko ojehu ndéve. Mba’érepiko rejei tapégui”, él me respondió con un “chekuerái” y seguidamente me manifestó que llegó al límite de su resistencia. Me dijo que se cansó de luchar, se cansó de la incomprensión, se cansó de la falta de sensibilidad sobre todo de las autoridades hacia todo aquello que está relacionado con la cultura popular paraguaya. También me dijo que luego de 35 años de dación sin condicionamientos, de una entrega total a favor de lo nuestro; mantuvo una reunión familiar y como consecuencia de la misma elegió dedicarse a su familia y a sus actividades profesionales, que durante mucho tiempo estuvieron relegadas en gran medida.
A lo largo de 35 años este gran hombre puso más de lo que recibió y siempre lo hizo por amor a lo nuestro y “a puro pulmón”. Me comentó -y soy infidente- que solo entre agosto y noviembre del año pasado “invirtió” de su peculio personal casi diez millones de guaraníes en llamadas telefónicas a las emisoras de radio, a los diarios y canales de televisión, a instituciones y artistas en el marco de la organización de algún evento cultural.
Es triste y lamentable lo ocurrido con Alfredo y lo que ocurre con muchos otros amigos de la cultura popular, quienes lejos de recibir el estímulo, el apoyo y la asistencia del Estado; tuvieron que arremangarse y llevar adelante grandes festivales y encuentros culturales metiendo la mano en su bolsillo o mediante la asistencia de esporádicos y escasos mecenas.
Todos sabemos que, en nuestro país, nunca fue fácil trabajar por la cultura popular. Lastimosamente mucho tiempo renegamos hasta de nuestra condición de paraguayos. Se nos metió en la cabeza que lo nuestro no sirve para nada, que es feo, que es kelembu, que es kachiâi; y que, por el contrario, todo lo foráneo es lo mejor, lo más lindo, lo mas kate. La mismísima educación nos orientó a valorar todo lo de afuera y a negar y despreciar todo lo nuestro, como hasta hoy increíblemente ocurre con nuestra Lengua Guarani o con nuestras polcas y guaranias. Y paradójicamente, mientras nosotros aquí -en nuestro país- crecimos con esa manera de pensar, notablemente los extranjeros no terminan de ponderar las bondades de la cultura Guarani y de la Cultura Popular Paraguaya. En ese contexto, en los años 80, Alfredo Vaesken y un grupo de amigos resolvieron dar vuelta esa página perversa y tan perjudicial, y así empezaron esta gran cruzada cuyo resultado hoy se puede apreciar en los miles de jóvenes festivaleros que cantan con amor y patriotismo nuestras canciones, bailan nuestras danzas tradicionales y se sienten orgullosos de ser paraguayos, lejos -al decir de Alfredo Vaeken- de los vicios, de las drogas y las malas costumbres.
Debemos convenir que un altísimo porcentaje del “repunte” de la música, la danza, y otras manifestaciones artísticas, festivaleras, se debe a la titánica e incansable labor de Alfredo Vaesken y de otros amigos que compartieron con él esa patriada.
Alfredo consiguió sensibilizar y solidarizar a la comunidad artística de nuestro país. Tuvo la virtud de saber “estirar”; muchas veces, gratuitamente, a varios artistas de primera línea y a los incipientes a participar de los grandes festivales o de eventos solidarios para recaudar fondos en beneficio de algún artista en desgracia. Así como muchas veces se lo podía ver subiendo a animar con alegría y convicción algún festival; también se lo podía ver visitando y acompañando con tristeza a los artistas enfermos, e incluso lo vimos despedir a quienes -lastimosamente- fallecieron, muchas veces en condiciones miserables. Cuantas veces lo escuchamos en las emisoras de radio de todo el país, en el peor de los casos, llamando a la solidaridad de la ciudadanía con tal o cual artista enfermo o convocando al velatorio de otros.
Ideó y construyó el Monumento a Emiliano R. Fernández, a quien lo reivindicó como nacido en Yvysunu. Allí, por casi tres décadas, reunió a miles de personas de todas las condiciones sociales, económicas, políticas, religiosas, etc y las hizo devotas de Emiliano R. Fernández, en medio de procesiones, cantos y alocuciones fervorosas que trajeron casi del olvido al hoy mítico Emiliano R. Fernández (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/se-realiz-el-encuentro-con-emiliano-en-guarambare). A titulo personal, creo que Alfredo Vaesken fue el mentor más valioso que Emiliano R. Fernández tuvo en su trayectoria de reivindicación, respetando por supuesto la labor que otras personas e instituciones llevaron a cabo a favor del legendario Tirteo Verde Olivo.
Gracias a los festivales que coordinó en Guarambare (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paraguay-y-el-mundo-cantaron-en-guarambare-2011) y a varios otros que conocieron de su apoyo y solidaridad, logró -como decía anteriormente- promocionar a miles de jóvenes artistas paraguayos rejuveneciendo y fortaleciendo al arte y a la cultura popular del Paraguay. Hoy esos jóvenes se convirtieron en estrellas y embajadores de la música y del arte paraguayos, a nivel nacional e internacional. Paralelamente, en esos grandes e históricos festivales, Alfredo creó espacios para la exposición y la venta de artesanías, de cd’s de artistas paraguayos o de libros de escritores nacionales. Los festivales coordinados por él rindieron culto a los héroes paraguayos, a los excombatientes del Chaco y a prácticamente todas las legendarias figuras del arte nacional.
Hablar de Alfredo Vaesken no es hablar de cualquiera, es hablar de un guerrero, de un hombre íntegro, inteligente, líder nato, decidido, capaz, frontal, inquieto, alegre, optimista; es hablar de un gran paraguayo, un patriota como pocos, como esos próceres que aparecen de tiempo en tiempo. Para él nada fue ni es imposible. Acompañado y apoyado siempre por su familia: su esposa, sus hijos, sus hermanos y sobre todo por su madre y sus muchos amigos, hizo mucho, muchísimo, con muy poco entre las manos y lo que es más, sin pedir nada a cambio. Que grande es el Arquitecto Alfredo Vaesken y como duele saber que tomó la más difícil decisión, la de apartarse del camino que siempre lo tuvo a él como un exitoso punta de lanza.
Muchas veces nuestros caminos se cruzaron y se hicieron comunes, solidarios y fraternos. Ultimamente, de manera conjunta, sentamos nuestra postura -en el marco de los festejos del Bicentenario- ante la millonaria contratación de un grupo internacional, en detrimento directo de los artistas nacionales (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/500-000-dolares-s-3-400-dolares-no-no-es-justo), lo que generó una oportuna y útil polémica a nivel de los medios de comunicación y de la ciudadanía (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-ateneo-en-el-programa-mina-en-casa) y en cuyo transcurso muchísima gente consideró acertada la postura asumida.
Al despedirme de él le dije que respetaba su decisión pero que lamentaba la orfandad en la cual queda el arte popular ya que con su alejamiento queda un enorme vacío que difícilmente otro lo podrá llenar.
También deseo aclarar que Alfredo me pidió discreción en relación a la decisión que tomó; sin embargo, al tiempo de pedirle disculpas por la infidencia, tomé la decisión de escribir este artículo de solidaridad con él y también consideré importante que la gente que lo admira y los muchos amigos que tiene, sepan de su alejamiento.
Ojalá el Estado Paraguayo y sus autoridades, alguna vez aprecien, apoyen y difundan lo nuestro, y que de una buena vez por todas fortalezacan la labor de todos los que nos dedicamos a la promoción de lo nuestro…
Querido Alfredo: muchísimas gracias por amar lo nuestro, muchísimas gracias por trabajar con alma y vida por lo nuestro. En nombre del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI y del mío propio, muchas gracias por todo querido hermano…
Martes 13 de marzo de 2012.

domingo, 11 de marzo de 2012

EL INSTITUTO DE ESTUDIOS CATALANES VALORA EL GUARANI



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

EL INSTITUTO DE ESTUDIOS CATALANES VALORA EL GUARANI
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Del 12 al 17 de noviembre de 2007, a invitación del INSTITUT D’ESTUDIS CATALANS - INSTITUTO DE ESTUDIOS CATALANES (http://www.iec.cat/activitats/entrada.asp), participamos de la ACTIVIDAD DE FORMACIÓN Y DE INTERCAMBIO DE LAS EXPERIENCIAS CATALANA, AYMARA, GUARANI, MAPUCHE Y QUECHUA EN RELACIÓN CON EL PROCESO DE RECUPERACIÓN DE LA LENGUA, organizada por la Cátedra UNESCO de Lenguas y Educación, dependiente del Instituto de Estudios Catalanes, a cargo del Prof.Dr. Joan Argenter.
Hace unos días recibimos en el ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI el ejemplar de la REVISTA “LA GESTIÓ INTERESTATAL DE LES LENGÜES TRANSFRONTERERES”, publicada por el Instituto de Estudios Catalanes – Cátedra UNESCO de Llengües i Educació, en noviembre de 2011. En dicha publicación se incluyó el trabajo “El Guarani, idioma oficial del Mercosur” escrito por David Galeano Olivera, Director General del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI; quien expuso dicho trabajo en el Aula Magna de la Universidad de Barcelona, el 13 de noviembre de 2007. Ver más en (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/encuentro-catal-n-guarani-2007).
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI rérape rome’ê ore aguyje ha ore jehechakuaa karai mbo’ehára Joan Argenter-pe oipepirûre ATENEO-yguápe oho haĝua Barcelona-pe ohendukávo mba’eichaitépa oî Guarani ñe’ê ñane retâ ha Mercosur-pe. Jaikuaaháicha, Cataluña-pe oñeñe’ê Catalán ha are guive -ñane retâme ojehuháicha- ha’ekuéra oñorairô avei omombareteve haĝua iñe’ê ha heko tee. Upérô Mbo’ehára Joan Argenter ohechaukákuri opavave rohóva ambue tetâgui, umi tembiapo ha’ekuéra omotenondéva Cataluña-pe omoherakuâvévo iñe’ê teete ha’éva Catalán. Iporâ ñanemandu’a upépe oîhague avei mokôi ñane retâygua ikatupyrýva: Tembikuaajára María Eva Mansfeld de Agüero ha Mbo’erekokuaahára Perla Alvarez Britez.
Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
www.ateneoguarani.edu.py

sábado, 10 de marzo de 2012

CERTIFICACIÓN MEC PARA LOS TÍTULOS DEL ATENEO



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

CERTIFICACIÓN MEC PARA LOS TÍTULOS DEL ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
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A continuación -y para el conocimiento de los egresados del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI- transcribimos los siguientes datos que corresponden a la certificación de dos egresados del ATENEO, que posteriormente se presentaron y ganaron en los Concursos convocados por el MEC para cubrir cargos docentes.
Kóva ohechauka mba’eichaitépa ojehecharamo ha oñemomba’eguasu ñane Avañe’ê ko’â ñeha’âru’âme. Upehaguére heta ñane irû mbo’ehára ija mitâ ha mitârusu mbo’ehaópe ombo’évo Guarani ñe’ê ha pe kuatia’atâ rupive avei ombo’e ambue mbo’erâ, ndaha’éiva Guarani ñe’ê añónte.
CASO 1
PUNTAJES ASIGNADOS
-Profesor / a de Lengua Guarani de Educación Media 16,10 puntos
-Licenciado / a en Lengua Guarani 17,55 puntos
-Magíster en Lengua y Cultura Guarani – Guarani Ñe’ête ha
Reko mbo’erekokuaahára 8,44 puntos
-Doctor en Lengua y Cultura Guarani – Guarani Ñe’ête ha
Reko Tembikuaajára 8,44 puntos

Este docente certificado posee PERFIL para:
-Comisión Nacional:
-Supervisor Educacional
-Director /a General de Centro Regional de Educación
-Comisión Regional:
-Catedrático / a de Formación Docente
-Profesor / a de Media Jornada y Jornada Completa (Educación Media)
-Catedrático / a (Educación Media)
-Catedrático / a (3º Ciclo de la EEB)
-Educador / a de Adultos 1º, 2º y 3º ciclo
-Educador / a de Adultos 4º ciclo
-Jefe de Estudios y/o Profesor Guía
-Coordinador /a Técnico Pedagógico / a
-Catedrático de Lengua Guarani
-Catedrático de Proyecto Educativo Comunitario-Institucional
-Catedrático de Guarani Ñe’ê
-Catedrático de Análisis de Discurso, Comunicación Oral y Comunicación Escrita

CASO 2
PUNTAJES ASIGNADOS
-Profesor / a de Lengua Guarani de Educación Media 16,10 puntos
-Licenciado / a en Antropología Cultural Guarani y Paraguaya 17,55 puntos

Este docente certificado posee PERFIL para:
-Comisión Regional:
-Profesor / a de Media Jornada y Jornada Completa (Educación Media)
-Catedrático / a (Educación Media)
-Catedrático / a (3º Ciclo de la EEB)
-Educador / a de Adultos 4º ciclo
-Catedrático de Lengua Guarani
-Catedrático de Proyecto Educativo Comunitario-Institucional
-Catedrático de Sociología y Antropología Cultural
-Catedrático de Guarani Ñe’ê
-Catedrático de Antropología Social y Cultural

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EÑEMOARANDÚKE GUARANI ÑE’ÊME 2012 - ESTUDIÁ GUARANI EN EL ATENEO 2012
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Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
www.ateneoguarani.edu.py

jueves, 8 de marzo de 2012

DÍA INTERNACIONAL DE LA MUJER - KUÑA YVORAGUA ÁRA



KUÑA YVORAGUA ÁRA – DÍA INTERNACIONAL DE LA MUJER
Ohai: David Galeano Olivera
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Leer también en: http://dgaleanolivera.wordpress.com/dia-internacional-de-la-mujer-kuna-yvoragua-ara/

El día 8 de marzo se celebra el Día Internacional de la Mujer. Esa fecha recuerda la lucha de la mujer por obtener el trato igualitario con el hombre en la sociedad e individualmente como ser humano. En el año 1977 las Naciones Unidas resolvió instituir el día 8 de marzo como Día Internacional de la Mujer y la Paz Internacional. Ára 8 jasyapy jave ojegueromandu’a Kuña Yvoragua Ára. Upe árape oñemomba’eguasu kuñakuéra jepytaso ohekáva tekojoja kuimba’ekuéra ndive avano’ôme ha ijupe ĝuarâ, peteîteî, tekoveháicha. Ary 1977-pe Tetâita Atyha omboaje Kuña Yvoragua ha Tetâita Py’aguapy Ára, upe guive ojegueromandu’áva, hetaiterei tetâme, ára 8 jasyapy jave.

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KUÑA GUARANI
Ohai: Teófilo Acosta (*)
I
Tajami nde ypýpe yvoty che pópe, ndeichaite iporâva
Kuña Paraguáy nde arapoty taguerohory
Amombe’usénte ijojaha’ŷva kunu’û memégui
Mborayhu rupa hecharâmombýva kuña Guarani
II
Tupâ nembou amo yvagapýgui kuimba’e irûrânte
Ndéko hína sy, ha kuñataî mborayhu meme
Hi’ânte mayma ohechakuaa ne rembiapokue
Ha tanemoî pyrenda yvatépe kuña Guarani
III
Péina ahai ñe’êyvoty ne mba’erâite
Tamosarambi yvytu pepóre tohendu ambue
Hi’âgui aru jehechakuaa ne rembiapokuére
Pype roañuâvo nde arapotýre kuña Guarani
IV
Umi reikoháre nde embojegua ne ma’êrorýpe
Ha che mborayhúpe hi’â aañuâ pe ne korasô
Tove topyta nde rapykuere ipotî omimbíva
Ha che tama’ê taguerohory kuña Guarani

(*) Ñe'ẽpapára TEOFILO ACOSTA ohaivaekue omomõrãvo Kuña Paraguay ára. Washington DC- EEUU. Leer más acerca de Teófilo Acosta en (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/te-filo-acosta-present-en-washington-dc-poemario-guarani-espa-ol)

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KUÑA TECHAPYRÂ, GUARANÍME – MUJERES EJEMPLARES, EN GUARANI
1.- Kuña Paraguay ára (http://gn.wikipedia.org/wiki/Ku%C3%B1a_Paragu%C3%A1y_%C3%81ra)
2.- Máxima Lugo (http://gn.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1xima_Lugo)
3.- Teresa de Calcuta (http://gn.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_Calcuta)
4.- Luz María Bobadilla (http://gn.wikipedia.org/wiki/Luz_Mar%C3%ADa_Bobadilla)
5.- Rosa Brítez (http://gn.wikipedia.org/wiki/Rosa_Br%C3%ADtez)
6.- Josefina Pla (http://gn.wikipedia.org/wiki/Josefina_Pl%C3%A1)
7.- Edda de los Ríos (http://gn.wikipedia.org/wiki/Edda_de_los_R%C3%ADos)
8.- Gladys Carmagnola (http://gn.wikipedia.org/wiki/Gladys_Carmagnola)
9.- Elsa Weizel (http://gn.wikipedia.org/wiki/Elsa_Weizel)
10.- María Luisa Artecona de Thompson (http://gn.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADa_Luisa_Artecona_de_Thompson)
11.- Lilí del Mónico (http://gn.wikipedia.org/wiki/Lil%C3%AD_del_M%C3%B3nico)
12.- Marie Curie (http://gn.wikipedia.org/wiki/Marie_Curie)
13.- Homenaje a la Madre-Indígena y a la Madre-Tierra (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/12-de-octubre-de-2010-una)

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AÑANDU NAMENDAMO’ÂI
Tina Grance
I
Arriéro vaíre namendaséi gente apytépe ñanemotîmba
Iporâva katu ndaipotái iñarôitéko la sái ka’a
Arriéro yvatére namendaséi ituja ha ikarapâ
Ikarapéva katu ndaipotái oj-agarra-páne chupe humeda
Ha upévare che ha’éva añandu namendamo’âi
II
Arriéro kyráre namendaséi hasyete ñamohyĝuatâ
Ipirúva katu ndaipotái neremongarúi ha ikangypa
Arriéro mitâre namendaséi rasaite i-plata pota
Itujáva katu ndaipotái pohâ apóvo nemoko’êmba
Ha upévare che ha’éva añandu namendamo’âi
III
Arriéro tavýre namendaséi rasaite ijuru’atâ
Iñarandúva katu ndaipotái katuete iñ-amiga heta
Arriéro soguére namendaséi garróte púpe aiko haĝua
Mboriahu menda jagua huĝuaitî katuete ñorairôharâ
Ha upévare che ha’éva añandu namendamo’âi
IV
Ipahápeko aj-apurá-ma ha upévantema a-pensa
Che ka’arúmango che ahávo ha ndaha’éi ĝuaiĝui vairâ
Mbeguekatúpe oiko che akâme a-pensa ndaivaíriha
Jeporavópe ajehecháma oimeraêichaguántema che gusta
Viudo rico atopáro, ikatúma a-tantea

Rehendusérô “Añandu namendamo’âi”, opurahéiva Tina Grance; ehesakutu ko’ápe (http://www.youtube.com/watch?v=O-KjLy-Zol4)

lunes, 5 de marzo de 2012

MAURO LUGO NDIVE RADIO NACIONAL-PE



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

MAURO LUGO NDIVE RADIO NACIONAL-PE
Leer original (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/mauro-lugo-ndive-radio-nacional-pe
Leer también en: http://dgaleanolivera.wordpress.com/mauro-lugo-ndive-radio-nacional-pe/

El viernes 2 de marzo de 2012, de 12:00 a 13:30 horas, se extendió la programación conducida por el Lic. Mauro Lugo, a través de las ondas de Radio Nacional del Paraguay FM 95.1, y de la cual participó el Director General del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI. El programa se emite de lunes a viernes, en dicho horario y encara temas culturales, literarios y artísticos. Ver en Radio Nacional del Paraguay (http://www.radionacionaldelparaguay.com.py/v3/).
Mbo’ehára Mauro Javier Lugo Verón (http://www.portalguarani.com/autores_detalles.php?id=2244) niko Guarani ñe’ê mbo’ehára, ñe’êpapára ha marandumyasâihára ojepytasombaretéva ñane Avañe’ê rayhupápe ha ko’aĝaite omba’apóva Ñane Retâ Puhoépe ha upe guive omyasâiva hemiandu ha heseve ñane Avañe’ê ha ñane retâ reko teete. FM 95.1-pe ñahendukuaa chupe ára ha ára, asajekue. Upépe ha’e ombohasájepi purahéi, ñe’êpoty, maravichu, káso ñemombe’u ha opaichagua marandu.
David Galeano Olivera oñe’êkuri Mbo’ehára Mauro Lugo ndive ñane ñe’ê Guaraníre: mba’eichaitépa oî ko’áĝa ñane retâ ha ambue tetâ rupi. Mba’eichaitépa oñemopyenda leikuérape ha tekombo’épe. Galeano avei ohenduka peteî káso omboguapyva’ekue kuatiáre ha oîva peteî iñarandukápe, hérava “Káso Ñemombe’u”.
En nombre del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI expresamos nuestro reconocimiento al Lic. Mauro Lugo por la invitación que nos cursara para -en su programación- dialogar acerca de la Lengua y la Cultura Guarani.
Maitei horyvéva opavavépe

David Galeano Olivera,
ATENEO Motenondehára
davidgaleanoolivera@gmail.com
www.ateneoguarani.edu.py

INDÍGENAS RECLUIDOS EN EL RI 14 RECIBIERON CERTIFICADOS LUEGO DE REALIZAR CURSO



REPÚBLICA DEL PARAGUAY
ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI
GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

INDÍGENAS RECLUIDOS EN EL RI 14 RECIBIERON CERTIFICADOS LUEGO DE REALIZAR CURSO
Leer original (hacer clic) en: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/ind-genas-recluidos-en-el-ri-14-recibieron-certificados-luego-de
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El sábado 3 de marzo de 2012, a las 10 horas, la delegación del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI visitó por novena vez a los Indígenas que fueron desalojados de la Plaza Uruguaya, en la primera semana de enero pasado -ver en ABC Tv (http://www.abctv.com.py/indigenas-son-retiradas-a-la-fuerza-de-la-plaza-uruguaya-23419)- y que hasta la fecha siguen recluidos en el Cuartel del R.I. 14 (Barrio Takumbu, Asunción). El ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI sirvió gaseosas y galletitas a los niños y entregó provisiones (pan, azúcar y yerba) al Mburuvicha Mario Saucedo.
En la oportunidad también se efectuó el Acto de Entrega de los Certificados de Conclusión del Seminario sobre Legislación Indígena, que se realizó en el predio de la mencionada unidad militar y estuvo dirigido a niños, jóvenes y adultos Indígenas, de las parcialidades Ava Guarani y Mbya Guarani. El seminario tuvo 40 horas pedagógicas de duración y fue coordinado por Librada Martínez y Tatiana Viera Martínez. Las clases estuvieron a cargo del Tamói Baltazar González (Mba’eporâita Mirî) y de los Profesores: Aurelio Toledo Fernández, Miguel Toro y Bernardo Luis Acevedo. El seminario fue certificado por el ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI. Ver en Indígenas reciben certificado luego de realizar curso (http://www.youtube.com/watch?v=pBUlfl0Rv9s&feature=youtu.be).
Previo a la entrega de los certificados, el Tamói Mba’eporâita Mirî (Baltazar González) presidió la ceremonia religiosa, donde ellos expresaron su gratitud a Ñande Ru por haber iniciado, desarrollado y concluido satisfactoriamente el mencionado seminario. Ver en Ñembo’e Jeroky RI 14-pe (http://www.youtube.com/watch?v=or3PyeR98wU&feature=youtu.be) y en Librada Martínez omombe’u mba’erâpa oñembo’e jeroky hikuái (http://www.youtube.com/watch?v=yME8GNT8uZk&feature=youtu.be).
Upéicha avei mitâmimi ohechaukávo ikatupyryha ohendukákuri puraheimimi ha’ekuéra opuraheikuaáva. Umíva ikatu ojehecha ko’ápe: Niños Indígenas cantan el Himno Nacional en Guarani (http://www.youtube.com/my_videos_upload) ha Niños Indígenas cantan el Himno Nacional en Guarani (http://www.youtube.com/watch?v=ODm3iWqjc2s&feature=youtu.be).
Jaikuaaháicha ha’ekuéra ityre’ŷ opytávo, oñemosâ hekovekuéra ha ojeheja chupekuéra ñembotypýpe, ikatu’ŷre ojapo mba’eve. Ñane retâ ruvicha hesaraipa chuguikuéra. Karai Lugo ojupírôguare he’íkuri oipytyvôtaha mayma Ñande Ypýpe ha péina ko’áĝa jahechakuaa ijapuhague chupekuéra. Ojupi, oiko chugui tetâ ruvicha ha hesarái ha opyrû iñe’êre. Ñambyasy jarekoha âichagua tendota ohechakuaa’ŷva hapicha remikotevê. Mba’éretepa ndojejoguaséi chupekuéra pe yvy pehê oîva Unión, San Pedro-pe. Mba’éichapiko chupekuéra ĝuarâ ndaiporimo’âi pirapire ha ijyképe oñemomboparei viru ambue vyroreípe. Avei tekotevê ja’e INDI ha imotenondehára ndojapoiha mba’evete vera oipytyvô haĝua chupekuéra.

Como en las ocasiones anteriores, los Ava Guarani y los Mbya solicitaron de forma especial la solidaridad ciudadana y pidieron -a modo de como donación- la provisión de alimentos, juguetes, ropas y calzados. ACTUALMENTE, SOLAMENTE SE LES SIRVE COCIDO CON UNA GALLETA COMO DESAYUNO, POROTO AL MEDIODÍA Y UNA TORTILLA A LA NOCHE. Quienes quieran acercar su colaboración pueden llamar al Mburuvicha Mario Saucedo al celular 0985-583772.
La delegación del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI estuvo compuesta por Crisanto Nicolás Costadoni, Edgar Galeano Núñez, Sabina Núñez y David Galeano Olivera. Acompañó a la delegación el fotógrafo independiente norteamericano Noah Friedman.
Arapokôi 10 jasyapy 2012, pyhareve, ATENEO ohojeýta hendapekuéra oguerahávo hi’upyrâ ha ijaorâ chupekuéra. Jepiveguáicha, oiméramo oî oipytyvôséva upépe, ikatu ohenói ATENEO-pe: 021-520.276 ha omboguapy héra umi ohótava apytépe. Jepiveguáicha, mokôi mba’énte rojerurejey upe árape: py’arory ha mborayhu Ava Guaraní ha Mbyakuérape ĝuarâ.

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"...Siete meses fueron suficientes para victimizarlos y presentarlos como la peor escoria humana. Qué les costaba a las autoridades darles una atención inmediata, a fin de evitar la imagen que finalmente se creó de ellos?. Hoy el daño -uno más- hacia ellos ya está consumado pues la ciudadanía ya los condenó. Ya de nada sirve que les diga que los indígenas NO son monstruos, no son malos, no son caníbales, no son hijos de Satanás e insisto no viven tirados en las calles o en la plazas porque les gusta… y que, por el contrario, son personas buenas, son seres humanos como cualquiera de nosotros: son padres y madres que crian amorosamente a sus hijos, tienen abuelos y abuelas, que valoran la vida familiar, que tienen hambre, tienen sed, sienten calor, tienen frío como cualquiera de nosotros, padecen enfermedades pero que su mayor sufrimiento es la indiferencia que cada día los mata sin piedad y cobardemente. Y pensar que alguna vez fueron dueños de todas estas tierras y hoy después de la masacre y del holocausto que sufrieron a lo largo de la historia, apenas son el 1,5% de la población paraguaya y fueron desalojados impúnemente de su hábitat. ¡Que mbore es la vida del indígena!..."

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Reiteramos que “el problema indígena no debe reducirse -como muchos quieren hacerlo- a una cuestión de aseo urbano; por el contrario, debe ser encarado como un delicado y crítico problema social que afecta a seres humanos (indígenas) discriminados, incomprendidos y maltratados injustamente; y que, como cualquier otro ser humano, tienen derecho a un pedazo de tierra donde vivir y a una vida digna”

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Cuándo será el bendito día en que un grupo de parlamentarios resuelva presentar un proyecto global que -de una vez por todas y por fin- facilite tierras para todas las comunidades indígenas del Paraguay, y así calmar este calvario inmerecido que sufren con sangre, sudor y lágrimas, desde hace tantos años, todos los días de su vida. Que lindo sería que el proyecto que este grupo presente tenga un tratamiento sobre tablas en ambas cámaras y que en corto tiempo ese mandato pueda ser ejecutado a favor de estos prójimos.

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Emoñe’ê umi jehaipyre kóva mboyvegua, ko’âvape:
1.- Otra visita del ATENEO y de Tekokatu a los Indígenas: desterrados, desamparados y recluidos en un campo militar (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/otra-visita-del-ateneo-y-de-tekokatu-a-los-ind-genas-desterrados)
2.- Indígenas también abrirán Escuela Móvil. Otra visita del ATENEO (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/ind-genas-tambi-n-abrir-n-escuela-m-vil-otra-visita-del-ateneo)
3.- Tierra para los Indígenas ¿deciden ellos o nosotros? (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/tierra-para-los-ind-genas-deciden-ellos-o-nosotros)
4.- Otra visita del ATENEO a los Indígenas. Ellos siguen invisibles y desamparados (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/otra-visita-del-ateneo-a-los-ind-genas-ellos-siguen-invisibles-y)
5.- Quinta visita del ATENEO a los Indígenas. Ellos necesitan nuestra ayuda (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/quinta-visita-del-ateneo-a-los-ind-genas-ellos-necesitan-de)
6.- Cuarta visita del ATENEO a los Indígenas, en su reclusorio (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/cuarta-visita-del-ateneo-a-los-ind-genas-en-su-reclusorio)
7.- El ATENEO sirvió el desayuno a los niños indígenas (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-ateneo-sirvi-el-desayuno-a-los-ni-os-ind-genas-expulsados-de)
8.- No somos iguales: hay seres humanos y hay Indígenas (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/no-somos-iguales-hay-seres-humanos-y-hay-ind-genas)
9.- Desayuno para niños Ava Guarani expulsados de la plaza (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/desayuno-para-ni-os-ava-guarani-expulsados-de-la-plaza)
10.- El ATENEO entregó más regalos a niños Ava Guarani (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/el-ateneo-entreg-m-s-regalos-a-ni-os-ava-guarani)
11.- ¡Que mbore! Los indígenas fueron expulsados otra vez (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/que-mbore-los-ind-genas-fueron-expulsados-otra-vez)
12.- Entre maltratos, los indígenas siguen buscando la Tierra sin Mal (http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/entre-maltratos-los-ind-genas-siguen-buscando-la-tierra-sin-mal)

Maitei opavavépe

David Galeano Olivera
(ATENEO Motenondehára)
ateneoguarani@tigo.com.py
davidgaleanoolivera@gmail.com